Publicado em: Qua, Fev 15th, 2012

Cidade do Kilamba: Moradores satisfeitos com a nova vida

A cidade do Kilamba, sete meses depois da inauguração oficial pelo Presidente da República, recebe as primeiras 91 famílias. A reportagem do Jornal de Angola testemunhou a alegria de quem, finalmente, concretizou o sonho de ter uma casa própria numa urbe moderna e segura.

O funcionário público Oliveira Manuel, 44 anos, comprou um apartamento T3+1, onde agora vive com a mulher e quatro filhos. Incapaz de esconder a sua satisfação, disse que se interessou pelo projecto do Kilamba logo no início. “Vivi durante 12 anos com a minha família no bairro da Estalagem, em Viana. Devido à falta de condições de saneamento básico naquele bairro, decidi mudar para um sítio que oferecesse melhor qualidade de vida”, declarou.

Ele é, por enquanto, o único morador do seu prédio, por isso, alguns serviços do condomínio ainda não estão a funcionar, o que, em seu entender, deve ser rapidamente resolvido, para facilitar a vida das pessoas que já se mudaram para lá.

Oliveira Manuel referiu que, algumas famílias que já têm as chaves dos seus apartamentos, ainda não mostraram interesse em se mudar por terem receio de ir para um novo local.

“Não tenho dificuldades em viver aqui. Saio de casa todos os dias às 6h30, para ir trabalhar no centro da cidade. Felizmente os meus filhos já estão matriculados aqui nas escolas do Kilamba”, esclareceu.

José Miguel, 24 anos, vive na nova cidade com a mãe, Maria Antónia, funcionária pública, de 57 anos. Antes moravam na Maianga. O jovem considera que a Cidade do Kilamba é moderna, bonita e calma e evidencia uma boa qualidade de vida.

“Viver aqui é prestigiante, porque representa o melhor lugar para se viver actualmente em Angola”, assegurou José Miguel.

Mas aponta algumas dificuldades que enfrenta na nova urbanização, como a falta dos serviços de Internet e de TV Cabo. “No apartamento onde vivemos tivemos de montar a parabólica e perfurar as paredes para instalar os cabos. Este tipo de serviços já devia estar disponível”, observou.

Naturalmente, como não podia deixar de ser, a cidade situa-se em Angola e os seus moradores transportam consigo hábitos dos locais onde viviam, disse-nos o chefe da área de fiscalização e monitorização da cidade, Nzoge de Carvalho. “Uma das maiores preocupações que temos consiste na má convivência de alguns moradores. As maiores infracções que verificamos prendem-se com o mau estacionamento das viaturas. E há também alguns moradores que fazem alterações nos seus apartamentos, sem consultar a administração”, lamentou.

O fiscal entende ser importante que os moradores leiam o regulamento do condomínio, antes de iniciarem qualquer acção, e, no caso de dúvidas, devem consultar a Delta Imobiliária ou a administração do Kilamba.
O chefe de zona da Delta imobiliária, Gustavo Castelo Branco, confirmou que, até ao momento, já foram entregues 91 chaves de apartamentos. “São famílias que adquiriram os imóveis através das modalidades de crédito bancário e pronto pagamento”, esclareceu.

Boas condições

Alguns moradores enumeraram, entre as vantagens da nova urbanização, o excelente saneamento básico, a segurança electrónica, o policiamento durante 24 horas por dia e a existência de serviço de transporte público, prestado pela TCUL.

A reportagem do Jornal de Angola constatou a existência de equipamentos sociais, prontos a entrar em funcionamento, como escolas primárias e secundárias e espaços desportivos multiusos. A cidade conta, igualmente, com estações de tratamento de água potável e de águas residuais e de duas subestações eléctricas.

O condomínio dispõe ainda de bancos, oito parques de estacionamento, paragens para os transportes públicos e 24 creches.
A cidade foi construída sem barreiras arquitectónicas, de modo a que as pessoas portadoras de deficiência possam circular de forma autónoma e com segurança. A centralidade dispõe de um hospital, clínicas e está prevista a construção de pelo menos 12 centros de saúde.

Estão a ser instalados depósitos selectivos de lixo, com critério ecológico, para facilitar a recolha e tratamento dos resíduos. Ao lado das zonas residenciais foram reservados espaços para os investidores privados que queiram construir prédios, centros comerciais e outros empreendimentos. Estão ainda planificadas infra-estruturas destinadas aos serviços municipais, nomeadamente Câmara Municipal, Tribunal Municipal e outros, num modelo preparado para a criação das autarquias em Angola.

Os prédios estão dispostos em quatro quarteirões, equipados com jardins-de-infância, escolas primárias e secundárias. Na arquitectura dos edifícios foram incorporados aparelhos de ar condicionado.

Está previsto que, nesta primeira fase, sejam alojadas cerca de 19 mil pessoas em 115 edifícios, num total de 3.180 apartamentos, erguidos em padrão urbano, com serviços públicos integrados. O projecto foi concebido para ser desenvolvido em três fases, com um total de 82 mil apartamentos, numa área de 54 quilómetros quadrados. A Delta Imobiliária é a empresa responsável pela comercialização dos apartamentos, cujos preços variam entre 125 mil e 200 mil dólares.

A cidade está localizada a 20 quilómetros do centro de Luanda e tem como local de referência o Estádio Nacional 11 de Novembro. A par do Kilamba, o Executivo angolano está a desenvolver projectos idênticos noutros pontos do país.

Fonte: Jornal de Angola

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