Vítimas do tráfico são homenageadas

Organização das Nações Unidas reconhece a tragédia da escravatura e toma consciência da herança para evitar o seu esquecimento
Organização das Nações Unidas reconhece a tragédia da escravatura e toma consciência da herança para evitar o seu esquecimento

Um concurso internacional destinado a criar um memorial permanente na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em homenagem às vítimas do tráfico transatlântico de escravos negros acaba de ser lançado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e  Cultura (UNESCO), em colaboração com o Comité do Memorial Permanente.
De acordo com um comunicado da UNESCO a que a Pana teve acesso, o concurso inscrito no quadro do Ano Internacional das Pessoas Descendentes de Africanos em 2011 diz respeito a  artistas, designers, escultores e outros profissionais das artes visuais.
Sob o lema “Reconhecer a tragédia e tomar consciência da herança para não esquecer”, o apelo  permite adquirir uma experiência única visando inscrever esta tragédia na memória colectiva da Humanidade e evidenciar melhor as contribuições das vítimas de escravatura e o tráfico de escravos negros para a construção do mundo moderno.
De acordo com o documento,  foi através da exploração do trabalho dos escravos que se tornou possível a produção de grandes excedentes e enorme acumulação de riquezas, que contribui para o desenvolvimento económico e cultural que a humanidade conheceu em dados espaços e momentos. Nas civilizações escravagistas, não era pelo aperfeiçoamento técnico dos métodos de produção que os senhores de escravos aumentavam a sua riqueza, mas sim pelos escravos.
“A obra premiada no termo desta competição vai ser montada num espaço público prestigioso, na sede das Nações Unidos, em Nova Iorque, nas margens de East River”, afirma o comunicado. A obra escolhida é divulgada em 2012 e tem um prémio de 50 mil dólares, lê-se no documento.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

 

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