Violência continua no Iêmen, apesar da chegada de um emissário da ONU

Des manifestants réclament le départ du président Saleh à Taiz dans le sud du Yémen, le 10 novembre 2011.
Des manifestants réclament le départ du président Saleh à Taiz dans le sud du Yémen, le 10 novembre 2011.

A violência continua no Iêmen, um dia após a chegada na capital Sanaa de um emissário das Nações Unidas. Pelo menos 11 pessoas morreram nesta sexta-feira, 11 de novembro, em confrontos no sul do país entre as autoridades locais e as milícias que se opõem ao regime do presidente Ali Abdallah Saleh.

Segundo fontes médicas, além dos 11 mortos, pelo menos 25 pessoas ficaram feridas durante os confrontos em Taëz, a terceira maior cidade do o Iêmen. A região concentra as principais manifestações contra o regime do presidente Ali Abdallah Saleh. Duas crianças e uma mulher fazem parte das vítimas fatais.

Os confrontos aconteceram um dia após a chegada ao Iêmen de Djamal Benomar, um representante especial das Nações Unidas, encarregado de tentar convencer o chefe de Estado, à frente do país há 33 anos, a deixar o cargo, como sugere o plano do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). O documento prevê a transferência do poder ao vice-presidente até a realização de eleições legislativas e presidenciais. O presidente Saleh já aceitou o acordo, mas três vezes seguidas recusou ratificar o texto na última hora.

Nesta sexta-feira dezenas de milhares de manifestantes saíram às ruas novamente na capital Sanaa. Rezando na principal avenida da cidade, muitos pedem que Saleh seja julgado por crimes contra o povo iemenita.

Um novo movimento também tem surgido nos últimos dias contra as forças da oposição, que também são apontados como responsáveis pela instabilidade que tomou conta do país há quase um ano. Esse grupo tem pedido que a população boicote as manifestações organizadas da avenida principal pelas confederações tribais e o partido Islah, os principais de opositores do governo.

 

Silvano Mesdes

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Khaled Abdullah

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