SG do COA sugere comissão organizadora para CAN de 2012

SG do COA sugere conjugação de esforços para CAN2012
SG do COA sugere conjugação de esforços para CAN2012

Luanda – O secretário-geral do Comité Olímpico Angolano (COA), Mário Rosa, defendeu segunda-feira a criação de uma comissão organizadora integrando o Ministério dos Desportos, Hotelaria e Turismo e das Finanças tendo em conta a participação no CAN2012 no Gabão e Guiné Equatorial.

 

Em entrevista à Angop, reagindo ao sorteio, afirmou que dada a proximidade da prova, de 21 de Janeiro a 12 de Fevereiro, seria producente o envolvimento do país por via de uma comissão, para que a responsabilidade não recaia apenas sobre a Federação de Futebol.

“A responsabilidade da participação de Angola no CAN2012, pela sua dimensão, não deve estar restrita a Federação Angolana de Futebol (FAF), fundamentalmente pelo pouco tempo que resta para o início do campeonato”, frisou.
Quanto aos adversários de Angola no grupo B, designadamente Côte d’Ivoire, Sudão e Burkina Faso, referiu que todos os grupos são difíceis e que o segredo está na melhoria organizativa e numa preparação com a grandeza que a competição exige.
Para o também comentarista desportivo, Angola atingiu um nível competitivo no continente que já não é altura para discursos segundo o qual o grupo é difícil.
Mário Rosa acha que a qualificação da selecção nacional para a segunda fase do CAN2012 não deve passar necessariamente pela disputa do segundo lugar do grupo, interrogando-se porque razão não se pode almejar a primeira posição.
“Temos que ir à competição preparados para eliminar todos os adversários, inclusive a Côte d’Ivoire. Todos na prova estão em igualdade de circunstâncias e o favoritismo vê-se no campo”, sublinhou.
Quanto ao objectivo dos quartos – de – finais, o antigo andebolista reiterou a necessidade de uma preparação cuidada, assente numa base organizada e profissional, onde, por exemplo, não haja casos de dívidas com atletas e equipa técnica e nem dificuldades de se jogar com adversários que valham a pena.
Por isso, defendeu a realização do estágio em África ao invés do Brasil como programou a FAF.
Argumentou que no continente haveria maior facilidade de se encontrar adversários condizentes com a forma de jogar das congéneres presentes na Taça das Nações.
“Somos 53 países africanos e apenas 16 estarão envolvidas no CAN, e mesmo estas, só três estão na série de Angola, portanto, existem várias hipóteses de se realizar jogos treinos no continente e possivelmente com pouco ou sem dispêndio financeiro”, disse.
O dirigente sugere que se procure adversários que também estejam interessados em treinar e preferencialmente selecções próximas dos oponentes do grupo B de Angola.
Quanto ao objectivo dos quartos – de – finais, acha que pelo valor da campanha divulgada pelo presidente da FAF, Pedro Neto, (USD 9 milhões) será um resultado modesto, porquanto poucas selecções no evento beneficiarão de um orçamento farto.
Reiterou que ao ser gasto toda àquela verba, o objectivo não pode ser apenas os quartos – de – finais, apesar da subjectividade de se aliar o valor financeiro a competência ou a qualidade competitiva.
“Pior que quartos – de – finais seria fracasso, mas a questão que se coloca é se temos realmente conjunto que corresponda com as expectativas. A excepção do Sudão, a Côte d’Ivoire e Burkina Faso são teoricamente mais fortes, além de que maior
parte dos seus atletas seleccionáveis jogam em formações grandes da Europa.
O SG do COA disse que gostaria que o CAN2012 fosse tido como meio de preparação para a edição de 2013, não apenas na perspectiva da participação da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, mas também para que fosse possível traçar o pódio como
objectivo.
Para ele, tentar rejuvenescer a actual selecção seria o ideal, com o devido respeito aos jogadores veteranos que muito dão ao futebol nacional, mas que no quadro de opção, não deve haver hesitação dada as centenas de jovens a despontar dentro e fora do país.
“Se anunciar à nação que a estratégia é o futuro, a decisão será respeitada com maior naturalidade. Pode-se não ganhar agora e obter-se melhor resultado na próxima edição”, referiu.

 

 

Fonte: Angop

Foto: Angop

DEIXE UMA RESPOSTA