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Sector bancário em crescimento
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Sector bancário em crescimento

Instantâneo do momento da apresentação do relatório da KPMG sobre o sector bancário

A taxa de adesão bancária  conheceu um crescimento considerável no ano passado, tendo-se situado em 11 por cento, um valor que se encontra abaixo dos “números” de outros países africanos ou economias emergentes, o que deixa antever o potencial de crescimento do sector, segundo o estudo da KPMG sobre “Análise ao sector bancário angolano”.
Apresentado à imprensa na terça-feira, em Luanda, o estudo refere que as instituições financeiras têm investido na expansão da sua actividade, abrindo cada vez mais balcões, diversificando geograficamente pelas 18 províncias e promovendo a literacia financeira.
Relativamente à expansão da rede de agências bancárias, registou-se a abertura média de cerca de 12,5 balcões por mês, totalizando um aumento de 22 por cento do número de balcões em 2010.
O número de colaboradores na banca angolana evoluiu cerca de 18 por cento face ao ano transacto, atingindo um valor total acima das 11 mil pessoas.
De acordo com o estudo, 2010 ficou marcado como um ano de inflexão na situação económico-financeira desfavorável, assistindo-se a uma retoma do crescimento económico a nível mundial. Após uma descida do preço do petróleo em 2009, no ano passado os preços voltaram a subir e a economia angolana voltou a recuperar o nível de crescimento, face à forte contribuição deste sector para a economia nacional.
As estimativas para Angola apontam para um crescimento sustentado para os próximos anos, estando previsto um crescimento do PIB em 3,7 por cento já para 2011, um crescimento justificado pelo aumento global do preço do petróleo e uma aposta contínua na diversificação de sectores de actividade, de acordo com o World Economical Outlook do FMI, citado no estudo da KPMG.
Em 2010, apesar de permeabilidade a esta dinâmica dos agregados macroeconómicos, o sector bancário angolano continuou a apresentar um acentuado crescimento, acima da própria economia. O sector cresceu tanto em dimensão, através de um aumento de cerca de 21 por cento dos activos, 18 em número de colaboradores e 22 por cento em número de balcões abertos, como em rentabilidade, com o crescimento de 24 por cento ao nível do produto bancário e de 24 por cento do resultado líquido.

Apesar de cerca de 80 por cento do mercado estar concentrado em aproximadamente de 20 por cento dos bancos, tem se vindo a observar alterações de quota de mercado, nomeadamente nas rubricas de activos, crédito e depósitos, estando estas instituições a perder quota relativa face às restantes, representando uma intensificação do ambiente concorrencial.
Durante 2010, refere o estudo, entraram no sistema bancário angolano três novas instituições, com características distintas, elevando para 23 o número de instituições autorizadas a operar.
Manteve-se a tendência de crescimento no volume médio mensal de transacções  multicaixa, passando de 3,6 milhões em 2009 para 5,5 milhões de transacções nuais durante  2010.  Este crescimento das transacções foi suportado por um forte investimento no crescimento de 26 por cento e 60 por cento, respectivamente, sendo que esta evolução implicou uma média mensal de colocação ou disponibilização de ATM de 21 por cento e de TPA 379 por mês.

 

João Dias

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Vigas da Purificação

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