Sector automóvel absorve a maior parte dos lubrificantes fabricados em Angola

Ministro dos Petróleos ao discusar na abertura do Seminário Nacional de Lubrificantes
Ministro dos Petróleos ao discusar na abertura do Seminário Nacional de Lubrificantes

Parte considerável da produção nacional de lubrificantes tem sido, até agora, absorvida pelo sector automóvel, com cerca de 79,4 por cento do total da produção, numa altura em que as necessidades internas de lubrificantes rondam as 50 mil toneladas métricas por ano.
A informação foi prestada ontem, em Luanda, pelo ministro dos Petróleos, José Botelho de Vasconcelos, quando presidia à abertura do seminário Nacional de Lubrificantes, promovido para capacitar os funcionários do sector sobre o negócio, desde a sua produção à comercialização.
O seminário, que deve estender-se até ao dia 18, pretende igualmente partilhar conhecimento sobre o que de mais inovador existe no país e no mundo em matéria de lubrificantes e a lubrificação.
O ministro indicou que, actualmente, o país tem uma única fábrica de lubrificantes, cuja produção atingiu a cifra de 20.987 toneladas métricas em 2010.
Desta produção, 16.665 toneladas métricas constitue-se em lubrificantes para automóveis, 3.424 toneladas métricas de lubrificantes de marinha, 686 toneladas métricas de lubrificantes para a indústria e apenas 212 toneladas métricas destinadas a outras aplicações.
Relativamente à comercialização de lubrificantes no país, o ministro José Botelho de Vasconcelos disse que diversas empresas estão a desenvolver o negócio com realce para a Sonangol Distribuidora com a marca Ngol, a Sonangalp com as marcas Ngol e Galp, a Pumangol com a marca Puma e o concessário Cosal com a marca Castrol.
“Contrariamente ao que se passa com a maior parte dos combustíveis,  o preço no negócio de lubrificantes é livre. Este negócio tem-se revelado bastante competitivo e dinâmico”, notou o ministro.  O governante frisou que entre as preocupações do sector destacam-se as questões que têm a ver com a produção local de lubrificantes versus importação. “Para determinados tipos de lubrificantes, muito específicos, de pouco consumo e cuja matéria-prima nem sequer dispomos talvez não seja viável a sua produção interna”, sublinhou.

Na ocasião, o ministro apelou aos participantes a fazerem uma profunda reflexão sobre a problemática da importação de lubrificantes versus produção local. “Devemos todos fazer um esforço visando o incremento da produção local destes produtos em detrimento das importações, sobretudo para os lubrificantes mais comuns”, referiu, afirmando que deste modo se vai contribuir para a criação de mais postos de trabalho e, consequentemente, em prol de uma transferência de tecnologia para a redução da pobreza no nosso país.
O ministro afirmou que há necessidade de se melhorar alguns aspectos relacionados com a importação de lubrificantes. “Devemos, por exemplo, rever a questão da rotulagem das embalagens dos lubrificantes importados, exigindo que os rótulos destas embalagens sejam escritos em português”, solicitou.

 

João Dias

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: José Cola

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