Repressão do regime sírio deixa mais de 70 mortos

A repressão do governo sírio contra os opositores deixou mais de 70 mortos nesta segunda-feira, um dos dias mais violentos desde o início do movimento de contestação ao regime há 8 meses. Civis e militares estão entre as vítimas.

A pressão internacional e a suspensão da Síria da Liga Árabe ainda não surtiram o efeito esperado pela comunidade internacional. Segundo o observatório sírio de defesa dos Direitos Humanos, pelo menos 27 civis morreram em confrontos com as forças de segurança e 34 soldados e 12 desertores também perderam a vida em combates com o exército. A maioria das vítimas é da província de Deera, principal reduto de oposição ao regime do presidente Bachar Al Assad.

É impossível confirmar a exatidão dos números, pois a imprensa estrangeira está proibida de circular livremente, mas as Nações Unidas calculam que 3.500 pessoas morreram desde o começo da insurreição contra o regime de Al Assad.

Isolamento

O governo sírio encontra-se cada vez mais isolado mesmo entre seus pares árabes. O rei Abdallah da Jordânia chegou a pedir que Al Assad deixe o poder. Mas em frente à embaixada da Jordânia em Damasco, cerca de 120 pessoas protestaram contra a as declarações do rei Abdallah. Segundo o embaixador jordaniano, as autoridades de segurança sírias nada fizeram para conter os manifestantes que invadiram o local e rasgaram bandeiras do país.

Preocupada com as constantes violações dos direitos humanos, a Liga Árabe estuda a criação de um mecanismo para a “proteção dos civisé e deseja o envio de 500 membros de organizações árabes, imprensa e observadores militares para a Síria. Nesta quarta-feira, os países árabes realizam uma reunião de emergência no Marrocos.

 

Fonte:RFI

Foto: REUTERS/Handout

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