Produção de sal diminuiu em Benguela

O sal é um produto indispensável na dieta alimentar com a recomendação de ser iodizado antes da sua comercializaçãos
O sal é um produto indispensável na dieta alimentar com a recomendação de ser iodizado antes da sua comercializaçãos

O director provincial das Pescas em Benguela, Carlos Martinó, afirmou ontem que a produção de sal diminuiu significativamente pela inoperância de muitas salinas da região.
O responsável, que apresentava o balanço anual do sector, salientou que actualmente a produção está na ordem das 40 mil toneladas por ano, enquanto o consumo ronda as 150 mil toneladas. Benguela é a principal produtora de sal do país.
Carlos Martinó fez saber que a política do sector passa pelo aumento da produção de sal e de peixe seco, através da industrialização do sistema de escala de peixe, sobretudo das espécies pelágicas, como o carapau e a sardinha, bem como o reforço da fiscalização marítima, que conta com duas embarcações.
O director adiantou que a província está a beneficiar de financiamentos para materializar o programa de fomento da produção de sal e da captura de peixe.
“A captura da sardinha para a província de Benguela é de 70 toneladas por embarcação e há sardinha sem limite de pesca”, explicou. Carlos Martinó frisou ainda que a pesca do carapau do Cabo (o mais abundante) deve ser feita em todo o ano e o do Cunene, no primeiro e o último trimestre de cada ano.
No que toca à fiscalização, o director explicou que as duas embarcações que se encontram nas águas de Benguela têm uma equipa de tripulação angolana que recebeu formação no estrangeiro.
“Mais de 10 tripulantes das embarcações que o sector possui são angolanos”, disse o responsável, acrescentando que estão habilitados a interceptar todas as embarcações que estiverem no seu raio de acção. Quanto à pesca artesanal e fluvial, o director provincial disse que está em curso o programa de apoio às cooperativas existentes na província. Carlos Martinó acrescentou que o Governo colocou contentores de congelação no interior da província para a população se alimentar de peixe em bom estado de conservação, no âmbito do Programa Integrado de Desenvolvimento Rural, Combate à Fome e Redução da Pobreza.

Apesar de as autoridades pretenderem concentrar a actividade pesqueira no município da Baía-Farta, o director anunciou a construção de uma infra-estrutura na zona marítima do Casseque, para a comercialização de peixe em melhores condições de higiene naquela zona.
Carlos Martinó mostrou-se preocupado com a escassez de operários e carpinteiros navais, que será resolvida com a entrada em funcionamento da escola de pescas situada no município da Baía-Farta.

Fonte: Jornal de Angola

Foto: Jornal de Angola

 

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