Preços da comida baixam no mundo

Apesar da queda os preços dos alimentos continuam elevados e sujeitos a oscilações dada a instabilidade dos mercados financeiros
Apesar da queda os preços dos alimentos continuam elevados e sujeitos a oscilações dada a instabilidade dos mercados financeiros

A Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) revelou, ontem, em Roma, capital da Itália, que existem previsões de um aumento recorde da produção mundial alimentar em 2011 e que os preços dos alimentos atingiram a marca mais baixa em 11 meses.
No relatório intitulado Food Outlook, o organismo da ONU revelou que fez a revisão em alta das suas estimativas da produção mundial de grãos este ano e que os preços globais dos alimentos caíram nos últimos meses, ajudados pela melhoria das safras.
Segundo dados da FAO, os mercados agrícolas devem permanecer ajustados, com preços elevados e voláteis, apesar da melhora na oferta e o enfraquecimento da procura e que, apesar da queda, os preços globais dos alimentos continuam elevados e sujeitos a oscilações dada a instabilidade dos mercados financeiros e de capitais.
“Apesar das perspectivas de melhoria do abastecimento e enfraquecimento da procura, as condições do mercado agrícola, o principal factor que sustenta os preços, permanecem apertadas e o quadro geral ainda aponta para os mercados firmes em 2012”, indica o relatório das Nações Unidas.
O documento adverte ainda que “deixar os mercados internacionais continuarem no estado actual, volátil e imprevisível, vai agravar uma perspectiva que já é sombria para a segurança alimentar mundial”, refere o diploma.

Produção recorde

Segundo o relatório, a produção de cereais deve crescer 3,7 por cento para um recorde de 2,325 mil milhões de toneladas este ano, impulsionada por um salto de 6,0 por cento na safra de trigo, melhor que o esperado pela organismo . A FAO fez uma previsão de safra recorde para o arroz e elevou a projecção sobre a produção de grãos e a estimativa de stocks globais de grãos para 506,6 milhões de toneladas, um aumento de mais de 3,0 por cento em relação à colheita anterior.
O relatório sublinhou que a produção alimentar tem de aumentar no próximo ano para atender à procura, mesmo que cresça lentamente.  “Os custos dos fertilizantes e da energia continuam elevados, as taxas de juros subiram em muitas economias emergentes e tudo isso pode reduzir a produção no próximo ano, pressionar os stocks e impulsionar a subida dos preços mais tarde”, sublinha o documento da Organização das Nações Unidas.

 

Fonte: Jornal de Angola

Foto: AFP

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