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Ponte submersa trava circulação
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Ponte submersa trava circulação

A circulação rodoviária entre a cidade do Lubango, os municípios do norte da Huíla e as províncias de Benguela e Huambo está ameaçada, em consequência do mau estado da ponte sobre o rio Cambalombo, na comuna do Hoque.
A situação está a ser ainda mais agravada pelas fortes chuvas que se fazem sentir constantemente na região, o que provocou a submersão da ponte, facto que criou a interrupção do trânsito automóvel.
A primeira impressão de quem chega ao local após as intensas enxurradas é de que a ponte foi construída no leito do rio, visto que as águas passam por cima da infra-estrutura rodoviária, erguida há três anos. O Jornal de Angola constatou que parte da ponte já foi arrastada pela força das águas.
O cenário actual é crítico caracterizado por longas filas de viaturas ligeiras, pesadas e passageiros, que estão impedidas de atravessar.
Alguns automobilistas arriscam a passagem, mas nem todos têm a mesma sorte, pois muitos ficam encalhados nos profundos buracos. Nas duas margens do rio, é notório o engarrafamento de viaturas que aguardam a travessia. A situação está a criar transtornos aos automobilistas de mercadorias e passageiros.

Utentes  preocupados

Os automobilistas e passageiros manifestaram preocupação com o estado da ponte e pedem uma intervenção urgente das autoridades.
O motorista Paulo Handanga disse que a degradação da ponte do rio Cambalombo começou há dois anos, logo depois da conclusão das obras de reabilitação da estrada nacional. Paulo Handanga considerou incompreensível a morosidade que se regista na construção de uma ponte de raiz, a fim de facilitar a circulação de pessoas e bens.
“Todos os anos é assim. Sempre fazem alguns trabalhos de tapa buracos, mas quando a chuva vem arrasta tudo, uma vez que estes trabalhos não são duradouros”, lamenta.
Daniel Sapalo, outro automobilista, descreveu o cenário registado na ponte do Hoque como péssimo.

Intervenção do governo

Uma delegação do governo da Huíla, chefiada pelo vice-governador para o sector Económico, Sérgio da Cunha Velho, foi ao município de Caluquembe para fazer o balanço das acções do programa de combate à pobreza e viveu as mesmas dificuldades. A comitiva governamental foi obrigada a um atraso superior a uma hora por causa de uma viatura presa num dos buracos da ponte, o que levou o vice-governador da Huíla a reconhecer que a situação é grave.
Para evitar situações do género em próximas obras, o governo da Huíla vai responsabilizar o empreiteiro e o fiscal, envolvidos na reabilitação do troço, “porque pagamos e não fomos bem servidos”, disse Sérgio da Cunha Velho.

Domingos Mucuta | Lubango

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Domingos Mucuta

 

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