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Polícia Económica regozijada pelo número de técnicos formados em 35 anos
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Polícia Económica regozijada pelo número de técnicos formados em 35 anos

Alexandre Canelas, director nacional da Polícia Económica

Luanda – A Direcção Nacional das Actividades Económicas, criada há 35 anos, um ano após a independência do país, pode regozijar-se hoje pelo número de técnicos superiores e médios formados ao longo deste tempo.

A explanação é do director nacional deste órgão afecto ao Ministério do Interior, Alexandre Canelas, quando falava à Angop sobre os ganhos da instituição com a independência nacional proclamada a 11 de Novembro de 1975.
De acordo com o mesmo, antes da independência, a instituição que hoje é chamava-se IPAE-Inspecção Provincial das Actividades Económicas, porque na altura Luanda era província ultramarina e tinha uma forte pendência da metrópole.
Com a conquista da Independência, a instituição deixou de ser provincial, passando a designar-se IGAE- Inspecção Geral das Actividades Económicas.
Nesta altura, frisou, os principais quadros emigraram, deixando a instituição com graves lacunas, o que se impunha dar continuidade aos serviços, pois os que cá ficaram na medida dos seus conhecimentos iam mantendo o seu funcionamento.
Com o crescimento da Nação, se impunha alargar as atribuições do órgão e dar-lhe uma outra dimensão e, assim, por decisão da direcção política do país, criou-se a Direcção Nacional das Actividades Económicas, vulgo Polícia Económica, sob-tutela do Ministério do Interior e posteriormente do Comando Geral da Polícia Nacional .
Entretanto com as atribuições alargadas e a necessidade de se dar maior cobertura do país, impunha-se o ingresso de novos quadros, bem como a sua formação, pois naquela altura a instituição não dispunha de técnicos superiores e apenas meia dúzia do nível médio, nem materiais imprescindíveis para o desenvolvimento das tarefas acometidas.
Para colmatar esta lacuna, foi desencadeado um amplo processo de formação de quadros que culminou nos dias de hoje com mais de 100 técnicos superiores formados em várias especialidades, como direito, economia, veterinária, ciências sociais, e nos domínios do mestrado e doutoramento.
Estes Técnicos são apoiados por 324 técnicos médios formados em Angola e no exterior, dos quais 245 a frequentar o ensino superior, considerado o maior ganho de todos os tempos. “Posso regozijar-me por hoje a instituição ser dirigida por nacionais e estar dotado de meios técnicos de grande qualidade e capacidade”.
O país está coberto com técnicos capazes de garantir a operacionalidade dos serviços igual ou semelhante a de outros países da região e não só, garantiu Alexandre Canelas.
No quadro da Polícia Nacional, a instituição ganhou um regime de carreira que garante a promoção dos efectivos, para além do regime especial, cujo projecto foi submetido à consideração superior.
Estes quadros, para além das actividades específicas são chamados a altos níveis para participarem na produção de projectos de diplomas legais ou ainda em estudos de interesse nacional, não só internamente como no exterior, participando em eventos de carácter internacional.
O órgão tem cedido quadros para outras instituições do aparelho do Estado e, fruto da sua formação sólida, são chamados a prestar serviços, por exemplo, na magistratura judicial do Ministério Público.
Fonte: Angop
Foto: Angop

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