Peritos recomendam formação técnica para reduzir mão-de-obra expatriada

Peritos que participaram na primeira reunião da Conferência dos Directores e Responsáveis de Instituições de Formação (CODIREF) da Associação dos Produtores de Petróleo Africanos (APPA), que ontem terminou, no Sumbe, recomendaram o fortalecimento da formação de quadros para a redução de mão-de-obra expatriada.
A conferência permitiu a aproximação das instituições de formação e a identificação das formas de cooperação e resultou na elaboração de um plano de acção, cuja execução está prevista para 2012.
Os peritos da Conferência dos Directores e Responsáveis de Instituições de Formação debruçaram-se, também, sobre o estudo de viabilidade e do plano de negócios, relativos à criação do Instituto Africano de Petróleos, com sede no Egipto.
Outro compromisso assumido pelos peritos prende-se com a qualificação de quadros a todos os níveis, através da elaboração, desenvolvimento e certificação dos programas de formação, utilização conjunta das instalações e equipamentos, intercâmbio de professores entre instituições e universidades e a condução conjunta de projectos de investigação e desenvolvimento.

Resultados positivos

O secretário executivo da Associação dos Produtores de Petróleo Africanos, Gabriel Lokossou, reconheceu os resultados alcançados durante a reunião realizada no Sumbe.
No final da conferência, Gabriel Lokossou afirmou que as linhas traçadas no encontro realizado no Instituto Nacional de Petróleos (INP) vão uniformizar os planos curriculares das instituições de formação de países membros da associação que permitam a formação técnica de quadros que correspondam ao mercado petrolífero mundial.
Lokossou considerou que a reunião foi uma excelente oportunidade para a troca de experiências no domínio da formação, a identificação de novas parcerias estratégicas de cooperação e a partilha das tecnologias disponíveis nas instituições de formação.
O secretário executivo da Associação dos Produtores de Petróleo Africanos defendeu a cooperação entre as instituições de formação, visando a promoção e definição de acções que respondam às exigências do mercado petrolífero.
Gabriel Lokossou defendeu, também, a criação de competências técnicas de quadros dos países membros da Associação dos Produtores de Petróleo Africanos, com vista à redução gradual do pessoal expatriado e, ao mesmo tempo, a diminuição dos custos de formação.

Memorando de cooperação

O ponto mais alto da primeira reunião foi a assinatura do memorando de cooperação entre o Instituto Nacional de Petróleos (INP) e a companhia Oil end Gaz, do Egipto.
Rubricaram o documento, pelo INP, o seu director, Domingos Francisco, e pela Oil end Gaz, Ahmed El-Ashamwy, também presidente do comité de peritos da Associação dos Produtores de Petróleo Africanos.
O memorando visa a formação recíproca de técnicos e engenheiros das duas instituições, acções de formação de curta duração nas diversas especialidades, modernização, pelo Egipto, dos laboratórios do INP, apoio em material bibliográfico e assistência técnica.

 

Casimiro José |Sumbe

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Casimiro José

 

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