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Oposição síria pede proteção internacional
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Oposição síria pede proteção internacional

Manifestante desafia tropa de choque do governo sírio, nas proximidades de Homs.

Nesta segunda-feira, os opositores ao regime do presidente Bachar Al-Assad pediram uma proteção internacional dos civis que se encontram na cidade de Homs, no centro do país. O apelo foi causado pelos “massacres bárbaros”, segundo os insurgentes, que vêm ocorrendo na cidade, cercada pelas tropas do poder.

 

Apesar do acordo firmado pelo regime sírio em 2 de novembro a um plano árabe para uma saída à crise, as forças do poder continuam matando os insurgentes. Desde o dia 15 de março, quando explodiu o movimento de protesto, três mil pessoas foram assassinadas. As sanções dos países ocidentais não deram resultado nenhum até agora.

Nesta segunda-feira, o Conselho Nacional Sírio (CNS), que reúne a maioria das correntes da oposição, denunciou os “massacres bárbaros” cometidos pelo regime e pediu o envio imediato de observadores árabes e internacionais a Homs, no centro do país. Homs é a terceira cidade com mais mártires e é considerada a capital da revolução síria.

Reação

O apelo foi ouvido pelo ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, que anunciou que vai discutir com seus parceiros da ONU a possibilidade de uma proteção estrangeira. “O comportamento do regime é inaceitável, não podemos mais ter confiança“, disse Juppé.

O CNS denuncia que os corpos se amontoam no chão em Homs, cercada pelo quinto dia consecutivo. Os militares vêm utilizando artilharia pesada, bombas e ataques aéreos nos bairros residenciais. O Observatório sírio dos Direitos Humanos indicou que as forças armadas invadiram o bairro de Baba Amro e destruíram todas as lojas.

A ONU teme uma guerra civil no país, há oito meses palco de uma revolta popular sem precedentes. Os opositores exigem a partida do presidente Bachar Al-Assad.

Acusações

Hoje, as autoridades sírias acusaram os Estados Unidos de estarem envolvidos nos atos de violência no país e pediu a ajuda da Liga Árabe. Em uma carta endereçada à organização, o ministro das Relações Exteriores,  Walid Mouallem, acusa os americanos de estarem diretamente implicados nos acontecimentos sangrentos na Síria.

 

Leticia Constant

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Handout

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