OCDE é a primeira instituição a anunciar recessão na zona do euro

O nervosismo das bolsas na zona do euro reflete o temor de uma recessão prolongada na região.
O nervosismo das bolsas na zona do euro reflete o temor de uma recessão prolongada na região.

O organismo com sede em Paris anunciou hoje previsões de crescimento pessimistas para a zona do euro devido à crise das dívidas soberanas e pediu uma ação urgente do Banco Central Europeu. Caso a leve recessão prevista se torne mais grave, a OCDE afirma que as consequências para a economia mundial podem ser desastrosas.

A zona do euro já entrou em leve recessão e a atividade econômica nos 17 países atrelados à moeda única europeia deverá estagnar no ano que vem, segundo previsões da Organização para a Cooperação e do Desenvolvimento Econômico.

Em seu relatório semestral de perspectivas econômicas, a OCDE alerta para as consequências devastadoras dessa estagnação nos países ricos. O desemprego continuará a aumentar, atingindo em 2013 10% da população na zona do euro e pouco mais de 8,5% nos Estados Unidos.

Pelo segundo semestre consecutivo, a OCDE reviu suas projeções para baixo. O crescimento da economia mundial em 2012 não deverá passar de 3,4%, contra 4,6% previstos em maio. Nos Estados Unidos, a expansão do PIB ficará limitada a 2%, contra uma previsão inicial de 3,1%.

Com a estagnação na zona do euro, o cenário é ainda mais grave para os europeus: somente 0,2% de crescimento no ano que vem, um índice muito aquém dos 2% em maio passado.

Com essas projeções pessimistas, a OCDE se torna a primeira instituição internacional a anunciar uma recessão na zona do euro. A organização prevê uma recessão prolongada até 2013 na Grécia e em Portugal, países que receberam ajuda financeira internacional e adotaram duras medidas de austeridade.

 

Adriana Moysés

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Remote/Amanda Andersen

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