Ocampo advertiu o Congo devido a mensagens duras

Presidente da RDC Joseph Kabila Fotografia: AFP

Presidente da RDC Joseph Kabila Fotografia: AFP
O procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno-Ocampo, advertiu na sexta-feira os líderes políticos da República Democrática do Congo (RDC) para a gravidade dos actos de violência eleitoral, anuncia um comunicado divulgado no mesmo dia.
Luis Moreno-Ocampo afirmou estar a acompanhar “com a maior vigilância” o processo eleitoral na RDC, que deve culminar em eleições presidenciais e legislativas previstas para o dia 28 deste mês.
“A utilização da violência não será tolerada. O meu escritório está a recolher e a examinar atentamente informações sobre a violência verbal e física que marcou a campanha para as eleições presidenciais e legislativas deste mês”, declarou o procurador do TPI, citado no comunicado.
“Velamos para que o processo não conduza a actos de violência ou ataques contra a população civil”, disse o jurista, tendo garantido que o TPI presta uma atenção particular às informações sobre a incitação ao ódio, à exclusão e à violência física por diferentes personalidades políticas em Kinshasa (a capital congolesa) e no resto do país. Na sua opinião, a violência eleitoral pode provocar crimes decorrentes da competência do TPI.
“Ninguém deve duvidar da nossa determinação a prevenir os crimes ou, eventualmente, processar os suspeitos como o fazemos no Quénia e na Costa do Marfim”, prosseguiu Luis Moreno-Ocampo. O procurador Luís Moreno-Ocampo pronunciou-se sobre a situação, em resposta ao alerta do presidente da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) da
RDC, Daniel Ngoy Mulunda, sobre casos graves de violação dos direitos humanos durante e após as eleições presidenciais que terão lugar no dia 28 de Novembro.
“A violência ultrapassou os limites”, declarou o responsável da CENI, chamando a atenção de todos os agentes políticos.

Ao passar em revista o processo eleitoral, Daniel Ngoy Mulunda deplorou actos violentos ocorridos desde o início da campanha eleitoral a 9 do corrente mês.
O responsável da CENI afirmou, no entanto, que todas as disposições foram tomadas para organizar o escrutínio na data prevista pelas autoridades do país.

Fonte: JA

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