Obama lança projeto da maior zona de livre comércio do mundo

Michelle e Barack Obama recebem o casal presidencial chinês, Hu Jintao e Liu Yongqing, em Honolulu, no Havaí.
Michelle e Barack Obama recebem o casal presidencial chinês, Hu Jintao e Liu Yongqing, em Honolulu, no Havaí.

Reunidos no Havaí, os líderes das principais economias do Pacífico anunciaram a intenção de criar a maior zona de livre comércio do planeta, com 500 milhões de consumidores de nove países da APEC, grupo formado por 21 nações da região Ásia Pacífico. O projeto proposto pelos Estados Unidos exclui pesos-pesados do grupo como China, Canadá, Rússia e Coreia do Sul.

Os líderes dos 21 países do Fórum de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (APEC) analisam neste domingo em uma reunião de cúpula em Honolulu, no Havaí, respostas para combater a instabilidade financeira mundial e retomar o crescimento.

Os Estados Unidos apostam numa maior integração comercial e para combater o marasco econômico lançaram a chamada Parceria Transpacífica (TPP), englobando Austrália, Brunei, Chile, Malásia, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã. O governo japonês anunciou no sábado sua intenção de aderir à nova zona comercial. Uma das novidades do projeto é que os países participantes se comprometem a respeitar regras de proteção social e ambiental.

Na semana em que completam dez anos da abertura da rodada Doha de liberalização do comércio mundial, até hoje emperrada, a TPP é um gigantesco passo adiante no aprofundamento das trocas comerciais, avaliou o presidente chileno, Sebastián Piñera.

A APEC reúne economias com fortes contrastes de desenvolvimento e potencial comercial. O fato de que nove ou dez países da organização decidam facilitar as trocas comerciais entre eles demonstra a necessidade de superar os obstáculos. Obama espera que o acordo de livre comércio transpacífico seja assinado no ano que vem.

O democrata aproveitou o encontro com o presidente chinês, Hu Jintao, para colocar mais pressão sobre a China. Obama disse que os cidadãos americanos e o setor empresarial estão “impacientes” com a política econômica da China, que insiste em manter sua moeda, o yuan, artificialmente desvalorizado, gerando desequilíbrio no comérico internacional.

Pouco antes de se encontrar com Hu, Obama afirmou que a China deve respeitar as regras de competência no comércio internacional e de proteção de patentes. “Para os americanos, não dispor desta vantagem competitiva que necessitamos em um mercado grande como a China é inaceitável”, declarou Obama, se referindo aos produtos chineses copiados e falsificados, vendidos alegremente em todo o planeta.

 

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Larry Downing

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