Nestlé abre fábrica alimentar em Angola

As obras de edificação da fábrica da Nestlé em Luanda decorrem a um ritmo acelerado
As obras de edificação da fábrica da Nestlé em Luanda decorrem a um ritmo acelerado

A Nestlé, empresa suíça de produção alimentar que se instalou inicialmente em Angola em 1962, anunciou ao Jornal de Angola o reforço da sua presença em Angola com a conclusão de uma fábrica de processamento, em finais de 2012, em Luanda.
As obras da fábrica contam com um investimento que deve absorver mil milhões de kwanzas. No ano passado, a companhia tinha anunciado um investimento de 17 mil milhões de kwanzas, no quadro de uma estratégia da companhia para reforçar a sua presença na região equatorial africana, conforme declarou Paul Bulcke, presidente do Grupo Nestle.
No ano passado, a empresa gerou, em Angola, um volume de negócios, de aproximadamente 11 mil milhões de kwanzas. A companhia vende com sucesso, no mercado angolano, produtos como leite em pó, leite condensado, farinhas lácteas, sopas instantâneas, café instantâneo e chocolate em pó.
Com uma capacidade total de produção de 13.700 toneladas por ano, a fábrica conta com duas linhas de processamento de leite em pó e mais duas de outros produtos.
Na segunda-feira, a ministra do Comércio, Idalina Valente, o secretário de Estado da Indústria, Kiala Ngone Gabriel, e o director-geral da Nestlé, Wilbart De Wit, participaram, na cidade de Luanda, numa cerimónia destinada a marcar o arranque daquele projecto.
Roger Stettler, vice-presidente do Grupo Nestlé, recordou que, no ano de 2006, com um capital de 40 milhões de dólares, foi fundada a Nestlé Angola, tendo criado 70 postos de trabalho. Durante os últimos cinco anos, o grupo trabalhou para disponibilizar produtos a preços acessíveis aos consumidores.
“Hoje, sentimos que é o momento certo para dar um passo em frente e estabelecer a nossa presença industrial no país”, salientou, acrescentando que “este é apenas o começo de um plano industrial a longo prazo. Esta fábrica de processamento é o primeiro passo para a construção e início de operações de uma unidade fabril completa, para levarmos a cabo todo o processo” de produção alimentar.

A ministra do Comércio disse acreditar que com a instalação desta unidade fabril, a economia pode contar com um aumento de postos de trabalho e com a oferta de produtos fundamentais para o desenvolvimento do homem. “Estes produtos ajudam o combate à desnutrição e vão permitir o fomento da merenda escolar a preços acessíveis, o que alarga o direito das crianças a esse bem”, disse.
“Era importante que a Nestlé deixasse de ser um mero importador e isso materializou-se”, sublinhou a ministra do Comércio.
“Com o investimento, vamos ser capazes de investir nas nossas instalações de logística com uma área de quatro mil metros quadrados, o que permite criar mais postos de trabalho, reduzir a dependência das importações, aumentar a oferta em Angola a preços acessíveis para o consumidor e dar resposta às necessidades do mercado nacional e regional”, disse Wilbart De Wit.
“O nosso compromisso em África não é novo. A nossa presença comercial remonta ao ano de 1880”, disse Roger Stettler, vice-presidente sénior da Nestlé, que lembrou que no ano de 1927 o grupo inaugurou a sua primeira fábrica.
“Estamos a empregar 15 mil pessoas e a providenciar emprego indirecto em toda a cadeia de valor a mais de 50 mil”, explicou o director-geral da Nestle.
Os produtos da Nestlé estão presentes nos mercados de todos os países do mundo, incluindo nos 54 Estados que compõem o continente africano, operando em 28 fábricas no continente e estando a trabalharna construção de quatro unidades fabris adicionais.
O grupo está presente em Angola, Burundi, Comores, República Democrática do Congo, Djibuti, Eritreia, Etiópia, Quénia, Madagáscar, Ilhas Maurícias, Moçambique, Malawi, Republica do Congo, Ruanda, Ilhas Seychelles, Somália, Sudão do Sul, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbabwe.

 

João Dias

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Eduardo Pedro

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