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Músicos animam gala dos laureados
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Músicos animam gala dos laureados

Té Macedo

Os músicos Wiza, Vum-Vum, Té Macedo, Armanda Cunha, Canda, Tiviné, o Colectivo Teatral Etu Lene e a Banda Movimento da Rádio Nacional de Angola, foram convidados a abrilhantar a gala de outorga do Prémio Nacional de Cultura edição 2011.

A gala que acontecerá a 10 de Dezembro no Cine Tropical em Luanda, contempla sete categorias, a saber: Literatura, dança, teatro, artes plásticas, investigação em ciências Humanas e sociais, música e cinema e audiovisuais.Terá duração de duas horas e será apresentada por Horvanda Andrade e Zé Machado. Para a presente edição, o corpo de jurado coordenado por Zavani Ntondo, decidiu atribuir o prémio na categoria de literatura à escritora Maria Eugénia Neto, pela sua contribuição e persistência na valorização da literatura infanto-juvenil, numa altura em que se procura, cada vez mais, promover o gosto pela leitura, reflexão e espírito critico, sobretudo no seio das novas gerações.

Segundo o júri, Maria Eugénia Neto está entre os precursores deste género literário no país, continuando a dar um laborioso e fecundo contributo, depois da publicação da primeira obra “E nas Florestas os Bichos Falaram”.

O júri considerou que a poesia de Maria Eugénia Neto, além de consti tuir uma saudosa e angustiante evocação da imagem de Agostinho Neto (1º presidente de Angola, e seu esposo), mantém um forte vínculo de intertextualidade com a obra Sagrada Esperança, problematizando aquilo que o social busca problematizar.

Ao Ballet Tradicional Kilandukilo coube a distinção excepcional pelo conjunto da sua obra, pela trajectória de 27 anos ininterruptos, de persistência artística no domínio da dança tradicional e popular recreativa. O grupo mereceu tal distinção pela divulgação da cultura nacional em certames e festivais internacionais, tendo, em alguns casos, ganho prémios. Considerou igualmente a sua forma estrutural de grupo-academia de dança tradicional, essencialmente da região kimbundu e por constituir representações para a divulgação da dança em Luanda, em algumas províncias do país e além fronteiras.

Na disciplina de música, a distinção coube a João Morgado, o conhecido percussionista “Joãozinho dos tambores”, com mais de 50 anos de carreira activa, ininterrupta, sendo respeitado por várias gerações dos centros urbanos de todo o país e além-fronteira.

O júri considerou, no seu relatório, que João Morgado é detentor de uma qualidade irrepreensível, assente numa sensibilidade e criativa ímpar no país.

Diz que a síncope rítmica que até aos dias de hoje marca a cadência do semba é obra brotada do génio do galardoado.

Apesar do intenso contacto com outras culturas do mundo e das metamorfoses que sofreu a Música Popular Angolana, Joãozinho Morgado é responsável pela preservação, divulgação e da nossa batida rítmica do nosso semba. Na categoria de cinema e audiovisuais, coube reconhecimento a Tomas Ferreira pela responsabilidade, abnegação, rigor, seriedade e determinação, tendo em consideração os valores mais supremos da cultura nacional.

A nota do júri refere que os trabalhos “Stop Sida” e “Angola Chama-te”, ilustram em grande medida a capacidade criativa deste realizador, a pensar Angola sempre com a visão sóciopolítica e cultural. Refere ainda que o realizador usou a televisão de uma forma extraordinária. O júri considera que Tomás Ferreira, ao recorrer a vários géneros, construiu uma simbiose entre factos institucionais e a ficção, criando um entrosamento perfeito entre a técnica e plástica, prestando valioso contributo à valorização da identidade cultural angolana.

 

Fonte: O País

Foto: O País

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