Ministro considera conjugação de esforços importante para redução da criminalidade na CPLP

Ministro do Interior, Sebastião Martins
Ministro do Interior, Sebastião Martins

Luanda – O ministro do Interior, Sebastião Martins, defendeu hoje, quinta-feira, em Luanda, esforços comuns na busca de melhores medidas e práticas para a redução da criminalidade no espaço da Comunidade de Países da Língua Portuguesa (CPLP).

“Temos algumas limitações naturais, estágios de desenvolvimento diferenciados, recursos escassos e realidades criminais próprias, mas há uma vontade comum de cooperar, interagir a bem da comunidade”, declarou.

O ministro do Interior discursava na cerimónia de abertura da VI reunião do Conselho dos Chefes de Polícia da CPLP.

Afirmou que o crime em todas as vertentes está em constante evolução e refina permanentemente as tácticas e formas de actuação, impondo como necessidade imperativa a coordenação de esforços entre os órgãos que no dia-a-dia travam a grande batalha de enfrentamento das actividades delituosas.

Declarou que a actuação sincronizada entre as polícias se assume como uma necessidade natural face a proliferação do crime.

“O crime organizado tornou-se um negócio com dimensão global e com impacto macroeconómico a escala mundial, ultrapassando facilmente os produtos nacionais brutos de muitos países e com lucros iguais e superiores aos das maiores cooperações mundiais”, sublinhou.

Reportou, socorrendo-se do relatório anual do órgão das Nações Unidas para o combate às drogas (UNODC), que em 2009 o mercado global de opiáceos foi avaliado em 68 biliões de dólares e o da cocaína em 85 biliões de dólares.

De acordo com o ministro, pelo tamanho e meios, o crime organizado se tornou uma ameaça à segurança e a paz mundial, uma vez que os cartéis da droga espalham a violência e a escravidão moderna e o tráfico de armas dá poder de fogo a criminosos.

Referiu-se ainda aos piratas que capturam embarcações, o contrabando de produtos falsificados, o cibercrime, que rouba a identidade das pessoas para cometer fraudes e a lavagem de dinheiro.

Para Sebastião Martins, “o crime organizado representa uma ameaça ao bem-estar das nações e dos povos, cria instabilidade, que afasta investimentos, alimenta conflitos, fomenta a pobreza em massa, subverte economias e fragiliza sistemas democráticos e de direito, bem como contribui também para o agravamento dos danos ambientais.

Apontou como factores que contribuem para o aumento da criminalidade a urbanização acelerada e as vezes não organizada, os efeitos directos da crise económica e financeira mundial no seio dos cidadãos, a pobreza e as desigualdades persistentes, a crise de valores, a violência social, assim como o uso e tráfico de drogas.

Para contrapor esta realidade, disse que necessário equilibrar os níveis e o sentimento de segurança no espaço CPLP, para que os cidadãos se sintam verdadeiramente seguro em cada um dos seus países.

Fonte: Angop

Foto: Angop

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