Ministro aponta melhorias sociais e formação como prioridades aos professores

Ministro da Educação, Mpinda Simão
Ministro da Educação, Mpinda Simão

Luanda – O ministro da Educação, Mpinda Simão, considerou hoje, segunda-feira, em Luanda, a melhoria da condição social e a formação permanente como as grandes prioridades dos professores angolanos na actualidade.

Em entrevista concedida à Angop, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, a propósito das comemorações do Dia do Educador angolano, que se assinala a 22 de Novembro, o governante realçou que a questão salarial dos docentes conheceu melhorias substanciais nos últimos anos, se comparado com o que auferiam 10/20 anos atrás.
Na mesma senda, disse que o professor tem a pretensão de melhorar o seu nível de desempenho, o seu nível académico, o seu nível de actualização de conhecimentos, assim como o sistema educativo ainda se desenvolve com alguns constrangimentos em termos de meios.
“ Embora tenha se registado uma grande evolução nos últimos anos e hoje as infra-estruturas já sejam construídas com o máximo de base material para assegurar o funcionamento das escolas, ainda existem algumas insuficiências em termos de manuseamento de laboratórios, equipamentos de laboratórios que dificultam até certo modo o desempenho dos professores”, considerou.
De qualquer forma, prosseguiu, o importante é que as coisas estão a evoluir para o melhor, salientando que estão identificados correctamente os problemas e dispostos a ultrapassá-los com a participação de todos e particularmente dos professores.
Relativamente ao processo de acerto de categorias dos docentes, o titular da Educação reconheceu haver ainda alguma burocracia, pois ele carece de avaliação de vários sectores, tanto a nível provincial como central, assim como se verifica também um certo atraso nas pessoas que lidam com o processo, para além da necessidade de rigor que se deve observar em termos de gestão de recursos humanos.
“Nós deveríamos ajustar as categorias profissionais dos professores em função das novas habilitações literárias que foram adquirindo. Mas nem todos adquiriram ou apresentaram os documentos comprovativos ao mesmo tempo, o que foi o grande empecilho no início desse processo”, justificou.
Entretanto, advogou, o importante é que fruto de uma colaboração com o Ministério das Finanças está sendo desenvolvido um trabalho que deve ser concluído até o início de 2012.
Revelou que recebeu recentemente uma comunicação do Ministério das Finanças a dizer que 36 mil processos já haviam sido tratados, dos quais 21 mil já tinham uma efectivação em termos de pagamentos nas folhas de salários.
Fazendo alusão ao ano lectivo que agora termina, o ministro frisou que as informações genéricas que lhe chegaram e carecem de confirmação oficial é de que foi um bom ano escolar e que haverá um óptimo aproveitamento dos alunos.
Lamentou alguns episódios que marcaram o sector ao longo do ano, como o fenómeno dos desmaios que afectou algumas províncias e escolas.
“Embora nem todas as escolas fossem afectadas, mas a pressão psicológica afectou boa parte da comunidade estudantil. Temos ainda dois ou três casos preocupantes e aventa-se a hipótese de se evacuar essas crianças para o exterior do país para outras análises e um diagnóstico mais efectivo”, concluiu.
A 22 de Novembro de 1976 o primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, declarou aberta a campanha de alfabetização em Luanda, passando a data a ser comemorada, a partir de 1978, como Dia do Educador nacional.

Fonte: Angop

Foto: Angop

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