Manifestações em Nova Iorque

Manifestantes prometem sair do acampamento num parque privado e fechar a rua que simboliza o mercado financeiro mundial
Manifestantes prometem sair do acampamento num parque privado e fechar a rua que simboliza o mercado financeiro mundial

Manifestantes esperam fechar amanhã Wall Street, onde fica a sede da Bolsa de Valores de Nova Iorque, realizando um Carnaval de rua para celebrar os dois meses da sua campanha contra as desigualdades económicas e sociais.
Os organizadores admitem que a acção pode desencadear uma forte repressão policial e na deterioração nas relações com as autoridades municipais.
“A manifestação é apenas para provocar ideias e discussão, não para provocar qualquer reacção violenta”, disse Ed Needham, porta-voz do movimento Ocupe Wall Street. “Acho dificílimo fazer um dia de acção e não esperar reacções das autoridades”, acrescentou.
O objectivo dos manifestantes, segundo Ed Needham, é sair do acampamento, num parque privado a dois quarteirões de Wall Street, e chegar até à rua que simboliza o mercado financeiro global. Depois pretendem espalhar-se pelo metro nova-iorquino a fim de recolher histórias de norte-americanos desiludidos com o sistema financeiro mundial. No final do dia, reagrupam-se para atravessar a ponte do Brooklyn em manifestação.
No mês passado, durante uma manifestação semelhante na ponte, mais de 700 pessoas foram detidas. Alguns manifestantes sentaram-se nos passeios e negaram-se a sair, e outras andavam no meio dos carros.
Pelo Facebook, o movimento divulgou a intenção de fechar Wall Street. “Vamos tocar o Sino do Povo, e iniciar um carnaval de rua para reconstruir e celebrar os bairros que a economia de Wall Street destruiu”.
O grupo prometeu “uma festa que um por cento dos norte-americanos mais ricos jamais vai esquecer”. A Bolsa de Nova Iorque informou que não comenta o assunto, enquanto a polícia ficou em silêncio.

O movimento Ocupe Wall Street espalhou-se nas últimas semanas para diversas cidades dos EUA e do mundo. Em Nova Iorque, os manifestantes realizam frequentes manifestações contra o lucro excessivo dos grandes bancos e a violência policial. As manifestações são geralmente pacíficas e o número de agentes policiais que as acompanham eventualmente supera o de manifestantes. Para amanhã, o porta-voz Needham disse que são esperadas dez mil pessoas.

Detenções na Califórnia

A polícia da Califórnia, nos Estados Unidos, fechou à força um acampamento de manifestantes que protestavam contra as desigualdades do capitalismo em todo o país. Agentes da tropa de choque começaram a esvaziar as barracas na cidade de Oakland, próxima à baía de São Francisco.
Durante a operação policial, mais de 30 pessoas foram presas. Oakland é a mais recente cidade americana a agir contra os manifestantes. Houve outras operações policiais em Portland, Oregon e Salt Lake City durante o último fim-de-semana e activistas foram presos em St. Louis, no estado de Missouri.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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