Lucas Papademos é o novo chefe do governo grego

O novo premiê grego, Lucas Papademos, nos jardins do palácio presidencial, am Atenas, após encontro com líderes gregos, nesta quinta-feira. REUTERS/Yannis Behrakis
O novo premiê grego, Lucas Papademos, nos jardins do palácio presidencial, am Atenas, após encontro com líderes gregos, nesta quinta-feira. REUTERS/Yannis Behrakis

Depois de vários dias de negociações, o presidente grego Karoulos Papoulias confirmou que o ex-vice presidente do Banco Central Europeu, Lucas Papademos, será encarregado da formação do governo provisório. Ele substituirá o premiê socialista Georges Papandreou, que anunciou sua demissão na terça-feira. A reunião entre o chefe de governo, o presidente grego, o premiê socialista Georges Papandreou e os líderes dos dois principais partidos do país durou cerca de quatro horas. O novo primeiro-ministro terá a ingrata missão de votar as emendas legislativas necessárias para a aplicação do plano de ajuda ao país adotado pelos europeus no dia 26 de outubro, que prevê empréstimos de 130 bilhões de euros e o perdão de 50% da dívida soberana grega, estimada em 350 bilhões de euros. Para isso, novas medidas de austeridade, de redução de gastos públicos, deverão ser implantadas.

“Estou convencido de que a participação da Grécia na zona euro é uma garantia de estabilidade monetária, um fator de prosperidade econômica e, apesar das dificuldades, necessária para a retomada do crescimento da economia do país” disse Papademos, estimando que a Grécia está em uma ‘encruzilhada’ diante de tantos problemas. “O caminho será difícil, mas com unidade e cooperação, a Grécia poderá enfrentá-los. Podemos ser otimistas em relação ao resultado final se houver unidade e cooperação.” De acordo com a TV pública, Papademos deve prestar juramento nesta sexta-feira, ao meio-dia.

Aos 64 anos, Papademos foi vice-presidente do Banco Central entre 2002 e 2010, e um dos ‘arquitetos’ do euro. Ele é considerado como o cérebro da instituição, ao lado do presidente Jean Claude Trichet. O economista também foi professor em Harvard. Uma de suas vantagens é ter a confiança da Alemanha, que inicialmente foi reticente em relação à permanência da Grécia na zona do euro. Em julho, quando foi aprovado o segundo pacote europeu de ajuda ao país, o futuro premiê criticou o princípio de reestruturação da dívida, que traria riscos para a Grécia e a economia europeia.

Fonte: RFI

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