Liga Árabe aumenta a pressão sobre a Síria

La Ligue arabe a lancé, ce 24 novembre 2011, un nouvel ultimatum à Damas.
La Ligue arabe a lancé, ce 24 novembre 2011, un nouvel ultimatum à Damas.

A Liga Árabe deu, nesta quinta-feira, um novo ultimato a Damasco, e um prazo de 24 horas para que o regime de Bashar al Assad aceite observadores em seu território sob pena de novas sanções. A organização também afirmou que vai recorrer, pela primeira vez, a ONU para resolver a situação na Síria.

A Liga Árabe pediu a Damasco que assine um documento permitindo o envio de uma missão de observadores militares e especialistas em direitos humanos à Síria. Caso o documento não seja assinado, novas sanções serão impostas ao país. Entre as medidas previstas, estão a suspensão de voos e a paralisação de transações com o banco central da Síria.

Os ministros árabes de Relações exteriores também decidiram pedir ao secretário geral da ONU, Ban Ki Moon, para que tome as medidas necessárias para apoiar os esforços da Liga Árabe.

Os ministros árabes de Finanças devem se reunir no sábado para decidir que sanções serão tomadas contra Damasco no caso da Síria se recusar a assinar o acordo sobre o envio de observadores. Beirute disse que se opõe às medidas.

A economia síria já está bastante afetada pelas sanções tomadas pela União Europeia e os Estados Unidos. Novas medidas econômicas da parte dos países árabes poderiam sufocar a Síria, que realiza a maioria de suas exportações para estes países.

Novos ataques

Sete pilotos do Exército sírio foram mortos, nesta quinta-feira, em um ataque realizado por homens armados contra o ônibus que transportava os militares. O ataque foi reivindicado em um comunicado pelo Exército sírio livre que reagrupa militares dissidentes.

Em um comunicado, publicado na Internet, o grupo reivindica a autoria do ataque ao ônibus que transportava os pilotos na rota que liga Palmyre a Homs, no centro do país. O grupo de militares dissidentes multiplicou os ataques contra militares na última semana. Segundo Riad al Assaad, chefe do Exército sírio livre, o grupo conta com pelo menos 20.000 homens.

Assaad pediu apoio internacional e se pronunciou a favor de ataques aéreos estrangeiros contra “alvos estratégicos”. “Nós não somos favoráveis a entrada de tropas estrangeiras em nosso país como aconteceu no Iraque, mas queremos que a comunidade internacional nos forneça um apoio logístico”, declarou. Ele também defendeu a criação de uma zona de exclusão aérea.

Desde o começo das manifestações contra o regime do presidente Bashar al Assad, em março, a repressão deixou mais de 3.500 mortos e milhares de presos, segundo a ONU.

 

Fonte: RFI

Foto: Reuters /Stringer

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