Julian Assange será extraditado para a Suécia

Julian Assange, fundador do WikiLeaks, durante audiência em Londres
Julian Assange, fundador do WikiLeaks, durante audiência em Londres

A justiça britânica confirmou a extradição de Julian Assange para a Suécia. Acusado de agressão sexual, do fundador do WikiLeaks estava detido no Reino Unido em residência vigiada. O australiano teme que a decisão facilite o trabalho das autoridades norte-americanas, que tentam julgá-lo pela divulgação em seu site de informações confidenciais.

Após 11 meses de batalha jurídica, a Corte Suprema de Londres confirmou nesta quarta-feira a extradição de Julian Assange, o fundador do site de informações confidenciais WikiLeaks, para a Suécia, onde o australiano é alvo de um inquérito por crimes sexuais. Os dois juízes britânicos que assinam a sentença rejeitaram os argumentos da defesa de Assange, de que as queixas de tentativa de estupro e assédio sexual eram injustas. A decisão abre caminho para uma futura extradição para os Estados Unidos.

O australiano travava um combate jurídico desde sua prisão em dezembro de 2010.Tudo começou em agosto do ano passado, quando duas suecas o acusaram de estupro e agressões sexuais. Desde então, o australiano aguarda a decisão da justiça em residência vigiada, a duas horas da capital britânica. Ele usa um bracelete eletrônico e deve obedecer ao toque de recolher obrigatório.

Julian Assange, de 40 anos, ficou famoso ao lançar em 2006 o site de informações diplomáticas WikiLeaks, que divulgou mensagens confidenciais como um erro do Exército americano em Bagdá, relatórios secretos das guerras no Afeganistão e Iraque, e, em 2010, milhares de telegramas diplomáticos bastante comprometedores para os Estados Unidos.

 

Adriana Moysés

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Andrew Winning

 

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