Japão propõe plano à China para a redução das disputas

Ministro leva "gestão de crise" a Pequim
Ministro leva "gestão de crise" a Pequim

O ministro das Relações Exteriores do Japão, Koichiro Gemba, propôs em Pequim a criação de um “mecanismo de gestão de crise” para evitar as tensões decorrentes da disputa territorial pelas águas do mar da China Oriental, mantida entre os dois países.
O jornal independente South China Morning Post informou ontem que Koichiro Gemba, durante a sua reunião com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, avaliou o encontro como um primeiro passo para o futuro desenvolvimento do mecanismo. O governo de Tóquio também espera abordá-lo na visita do primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, à China em Dezembro.
Embora não tenham sido divulgados detalhes do plano, alguns meios de comunicação japoneses indicaram que o mecanismo se basearia na melhoria da comunicação entre os ministérios das Relações Exteriores dos dois países, assim como entre os serviços de Guarda Costeira e outros agentes relevantes.
O ministro das Relações Exteriores do Japão também se mostrou favorável à retomada das negociações bilaterais sobre a exploração das reservas de gás natural do mar, suspensas após a prisão do capitão de um pesqueiro chinês pela Guarda Costeira do Japão em 2010.
A visita de Koichiro Gemba, a primeira que faz à China desde que assumiu o cargo em Setembro, acontece após vários países da região e os Estados Unidos da América (EUA) terem expressado críticas sobre o aumento da influência chinesa na região Ásia-Pacífico.
Nesse sentido, o Japão anunciou a sua adesão às negociações para a criação do pacto comercial TPP a envolver os EUA, países asiáticos e latino-americanos. O projecto de um tratado de comércio livre irritou o governo de Pequim, que considera que o acordo ignora os seus interesses. O governo japonês minimizou o assunto ao dizer que este tipo de acordo e relações “são necessárias para buscar o desenvolvimento do país”, declarações que não agradaram aos analistas chineses, que classificaram o plano de “ameaça para a estabilidade das relações bilaterais”.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

 

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