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Israelitas e Jihad param os ataques
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Israelitas e Jihad param os ataques

Autoridades de Telavive lançaram um forte ataque em resposta às acções militares de radicais islâmicos a partir de Gaza

Depois de vários ataques que causaram a morte de dez palestinos e um israelita, Israel e o grupo Jihad Islâmica da Faixa de Gaza começaram ontem a aplicar o cessar-fogo mediado pelo governo egípcio.
A partir das 7H00 locais de ontem, tanto Israel como o grupo Jihad Islâmica interromperam os ataques, que desde a última quarta-feira envolveram caças e bombardeiros da Força Aérea israelita à Faixa de Gaza e o lançamento de mais de 30 foguetes e morteiros contra o sul de Israel.
De acordo com o porta-voz do Exército israelita, cinco militantes do Jihad Islâmica preparavam-se para lançar foguetes contra Israel, quando foram atingidos por mísseis disparados por um avião, na manhã de sábado.
Em seguida, o Jihad Islâmica lançou foguetes contra as cidades de Ashdod, Ashkelon, Beer Sheva e Gan Yavne, no sul de Israel.
A Força Aérea israelita bombardeou sábado vários alvos na Faixa de Gaza, matando vários militantes do Jihad Islâmica.
Foguetes do tipo Grad, com um alcance de 40 quilómetros, atingiram áreas residenciais nos centros das cidades de Ashdod e de Ashkelon, no sul de Israel.
Um dos foguetes atingiu o estacionamento de um prédio de oito andares em Ashdod e incendiou nove veículos. Outro foguete explodiu numa escola, também na cidade de Ashdod. No momento do ataque o estabelecimento estava fechado e não houve feridos.

O sistema de alarme soou sábado em todas as cidades do sul de Israel e colocou mais de um milhão de cidadãos da região em estado de sobressalto. De acordo com analistas locais, o grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza, não tem interesse em confrontos com Israel e os ataques foram iniciativas do Jihad Islâmica, um grupo menor financiado pelo Irão.
A escalada da violência ocorreu poucos dias depois da execução da primeira etapa do acordo de troca de prisioneiros entre Israel e o Hamas, em que o soldado israelita Gilad Shalit foi libertado em troca da soltura de 477 prisioneiros palestinos.
Numa segunda etapa, dentro de dois meses, Israel deve libertar mais 550 prisioneiros e, segundo analistas, o Hamas não tem interesse em criar um clima de violência que podia prejudicar a aplicação do processo de troca de prisioneiros.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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