Inaugurada plataforma petrolífera de exploração em águas profundas

Unidade flutuante inaugurada permite a elevação da produção nas concessões da Total
Unidade flutuante inaugurada permite a elevação da produção nas concessões da Total

O Total Exploração & Pesquisa Angola e a Sonangol realizaram, na terça-feira, no bloco 17, no “offshore” angolano, uma cerimónia oficial de inauguração da unidade flutuante de produção, armazenamento e descarga de petróleo denominada Plazflor.
A unidade produz diariamente 220 mil barris de petróleo e tem capacidade para o armazenamento de 1,9 milhões de barris de petróleo, sendo que a sua entrada em operação eleva para 700 mil a produção total do bloco 17.
Composto pelos campos Perpétua, Acácia, Zinia e Hortência, descobertos entre 2000 e 2003, o Plazflor é o terceiro pólo de desenvolvimento do bloco 17, depois do Girassol e Dália. Com capacidade para alojar 240 pessoas, essa plataforma possui 325 metros de cumprimento e 61 de largura – o equivalente a quatro de campos de futebol – e pesa 120 mil toneladas, qualquer coisa como 230 aviões Airbus A380. O seu tempo de operação é de 20 anos. Com o Plazflor, que começou a produzir em Agosto último, a produção angolana conhece um incremento de 10 por cento, numa altura em que as previsões para este ano apontam para 1,7 milhões de barris de petróleo por dia.
Segundo apurou o Jornal de Angola junto da Total, o Plazflor veio representar um “desafio tecnológico” para a indústria petrolífera, por ser o primeiro a introduzir dois sistemas de produção submarinos completamente diferentes, operados por uma plataforma de produção submarina, associada à separação entre o gás e líquido e a módulos de bombagem.
O Ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, que presidiu à cerimónia, destacou as inovações da Total E & P Angola no domínio da exploração em águas profundas, a começar pelo campo do Girassol.
Agora, com o Plazflor, como notou o governante, a companhia francesa “vai mais longe, com o seu sistema de produção submarina que extrai óleos com diferentes densidades, nomeadamente pesado, mioceno, leve e oligoceno”.

Se a extracção do petróleo pesado é, em si, um verdadeiro desafio tecnológico, a sua separação bifásica (gás/líquido) e a consecutiva injecção até à superfície são, igualmente, uma vitória tecnológica, acrescentou o engenheiro Botelho Vasconcelos.
Além do óleo, o ministro realçou o gás associado que, argumentou, “se não é reinjectado, é armazenado em reservatórios do Plazflor, podendo posteriormente ser transformado em gás natural liquefeito”. Esse gás não é queimado, os ganhos são consideráveis e o ambiente é poupado, concluiu.
A Total está em Angola há 30 anos e é hoje o maior produtor de petróleo entre as companhias estrangeiras a operar em Angola.
O presidente do Conselho de Administração do Grupo Total, Christophe de Margerie, deslocou-se expressamente a Angola para presenciar a cerimónia de inauguração do Plazflor, tendo sido recebido, na terça-feira, pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
Aos jornalistas o presidente da Total disse ter recebido do estadista angolano elogios pelo nível de cooperação entre o seu Grupo, a Sonangol e o Ministério dos Petróleos e a recomendação para mais investimentos no capital humano.

Leonel Kassana

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: DR

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