Gregos saúdam nomeação de novo primeiro-ministro

Lucas Papademos actual chefe do governo
Lucas Papademos actual chefe do governo

Os gregos elogiaram a nomeação do novo primeiro-ministro, Lucas Papademos, na sexta-feira e demonstraram esperança no novo governo para normalizar a economia e acalmar o tumulto político que ameaçou tirar a Grécia da Zona Euro.  Mas Lucas Papademos, ex-vice-presidente do Banco Central Europeu, enfrenta sérios desafios à frente de um novo governo de unidade criado na semana passada, após uma luta caótica pelo poder entre as duas principais forças políticas da Grécia.
Lucas Papademos tem cerca de 100 dias para começar a cumprir os termos de um plano de resgate de 130 mil milhões de euros para manter a Grécia solvente.
O primeiro-ministro também precisa de aliviar a tensão entre os líderes políticos cuja disputa antes da eleição programada para o próximo ano deixou os mercados globais nervosos e provocou críticas da União Europeia.
A maior parte dos meios de comunicação gregos publicaram manchetes como “Uma Nova Era” e “A Esperança Regressa” nas primeiras páginas de sexta-feira, ao mesmo tempo que alertaram que haverá desafios.
Em Atenas, as pessoas estavam esperançadas que a mudança de políticos conhecidos por obterem ganhos pessoais por um tecnocrata de experiência comprovada poderia impedir uma crise económica ainda mais aguda. “Estou muito feliz por ele não ser um político. Os políticos são responsáveis por esta situação. É melhor ter tecnocratas a governar-nos”, disse Maria Apostolou, de 42 anos, que trabalha no sector da restauração. Um comunicado do governo informou que o líder do Partido Socialista, Evangelos Venizelos, permaneceria como ministro das Finanças.

Frágil equilíbrio político

O novo governo de coligação, com muitas caras novas, constitui um delicado equilíbrio entre três forças políticas que se juntam pela primeira vez e confrontam-se com uma situação económica e social crítica.  Dos 16 ministérios, 11 são ocupados por membros do PASOK, que governava em maioria desde 2009, com o Ministério do Interior atribuído ao ex-membro do partido Anastasios Giannitsis, agora independente.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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