Governos preocupados com as armas da Líbia

Armamento usado no conflito líbio está a circular pelos corredores ilegais da região
Armamento usado no conflito líbio está a circular pelos corredores ilegais da região

Os Presidentes do Benin, Boni Yayi, e Costa do Marfim, Alassane Ouattara, manifestaram a sua “profunda preocupação” com a circulação descontrolada de armas procedentes da Líbia e o aumento da pirataria no Golfo da Guiné.
Em comunicado conjunto emitido na capital do Benin, Cotonou, os dois líderes revelaram que fizeram uma análise à situação sociopolítica da Líbia e demonstraram uma profunda preocupação pela proliferação de armas, porque representa uma grave ameaça à paz e à segurança de toda região.
A preocupação dos dois Presidentes também é compartilhada por outros líderes africanos, como o primeiro-ministro do Níger, Brigi Rafini, que alertou para a circulação descontrolada de armas procedentes da Líbia, após a queda do regime de Muammar Kadafi e considerou essa situação como uma ameaça para a região e o mundo inteiro.
Yayi e Ouattara pediram que o Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio garanta a continuação da pacificação efectiva do país por meio da organização de eleições livres de democráticas.
Quanto à pirataria, os dois Presidentes manifestaram a sua preocupação com o ressurgimento do problema nas águas do Golfo da Guiné, e defenderam uma cooperação mais eficaz para solucionar a situação.
Para acabar com a pirataria, Yayi e Ouattara decidiram trocar informações e promover reuniões entre as marinhas mercantes dos dois países  e entre os serviços de segurança e defesa, incluindo a participação em exercícios militares conjuntos.
O Benin é um dos países mais prejudicados pelos ataques piratas no Golfo da Guiné, o que fez com que o número de navios que navegam pela sua costa caísse de 150 para menos de 50 por mês, segundo o Escritório Regional das Nações Unidas para a África Central (UNOCA).

Em Outubro, Benin e Nigéria iniciaram patrulhamentos conjuntos contra o crescente número de assaltos no Golfo da Guiné.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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