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Governo da Síria rejeita o ultimato
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Governo da Síria rejeita o ultimato

Regime sírio dá conta que entre os manifestantes estão grupos preparados para o terror

O regime sírio manteve-se inflexível, ignorando um novo ultimato da Liga Árabe de pôr fim à repressão sob pena de sanções económicas, enquanto as forças de segurança continuavam a sua campanha para calar milhares de manifestantes, dos quais seis perderam a vida.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse estar disposto a ajudar a Liga Árabe na sua tentativa de encontrar uma solução para a crise na Síria, depois de um pedido nesse sentido da organização.
À noite, a emissora oficial síria afirmou que as forças de segurança mataram 16 membros de um grupo terrorista em Homs, prenderam dezenas de outros e apreenderam uma grande quantidade de armas, sem informar a data da operação.
Desde que iniciou a revolta popular em 15 de Março, o regime do Presidente Bashar al Assad não reconhece a importância dos protestos e atribui a grupos terroristas a violência contra os civis.
Depois do ultimato da Liga Árabe, milhares de sírios protestaram para denunciar o regime e apoiar dissidentes militares que multiplicaram nas últimas semanas os ataques contra o Exército regular. “Até agora, continuamos sem ter uma resposta do governo da Síria”, disse à agência AFP um diplomata árabe depois de o prazo dado ter expirado, o segundo numa semana lançado contra o regime para pedir o fim da repressão que deixou, segundo a ONU, 3.500 mortos desde Março deste ano.
Reunidos no Cairo, os ministros das Relações Exteriores da Liga Árabe deram menos de 24 horas ao governo de Damasco para aceitar o envio de observadores, sob pena de sanções pesadas contra o Estado. Os ministros árabes das Finanças e Economia reuniram-se ontem para discutir as eventuais sanções à Síria e o tema poderá ser analisado também hoje num encontro dos chefes da diplomacia da região.O caso será visto pelos  ministros das Relações Exteriores deverão coordenar a sua resposta ao silêncio da Síria, afirmou o chefe da diplomacia turca, Ahmet Davutoglu, que também vai participar na reunião deste domingo.
Apesar de a economia síria ter sido afectada por sanções adoptadas pela União Europeia e Estados Unidos da América (EUA), medidas adicionais da região poderão asfixiar o país, já que metade das suas exportações e quase um quarto das suas importações são feitas com os vizinhos árabes.

Apesar de se ter mostrado, durante muito tempo, reticente a uma internacionalização da questão síria, a Liga Árabe pediu na quinta-feira à ONU que “tome as medidas necessárias para apoiar os esforços da Liga Árabe em busca de uma solução para a crise síria”.
Na sede da ONU, Ban Ki-moon disse estar “muito preocupado com a escalada e o número cada vez maior de mortos” no páis e mostrou-se disposto a ajudar a Liga Árabe, segundo o seu porta-voz.
De acordo com diplomatas da Liga Árabe, poderá pedir que especialistas da ONU participem numa eventual missão de observadores destacados na Síria. Apesar do seu crescente isolamento,  o  regime de al Assad ainda conta com  apoio da Rússia que, na sexta-feir  repetiu a sua oposição a mais resoluções.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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