Governante luso defende agenda estratégica entre Angola, Brasil e Portugal

Primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho
Primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho

Luanda – O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje, em Luanda, uma agenda comum do ponto de vista estratégico entre Angola, Brasil e Portugal para que dai possam ser retirados grandes benefícios, num mundo cada vez mais globalizado.

Esta posição foi defendida quando falava em conferência de imprensa conjunta nos jardins do Palácio Presidencial, após um encontro com o Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, tendo acrescentado que a estratratégia envolve os dois lados do oceano e três continentes.

Realçou que se pode, com base na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), ir ao encontro não apenas de um universo de quase 250 milhões de falantes que se pode expandir e terá, com certeza, uma relevância muito grande quer do ponto de vista cultural quer económico no mundo global em que estamos, mas que há de ser alargada para os espaços regionais onde cada um dos paises se insere.

Segundo Pedro Passos Coelho, “quando olhamos para as responsabilidades que Angola tem nesta altura, liderando a CPLP, mas também ao nível da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), olhando para o Brasil e para toda a Améria Latina, não apenas para o Mercosul, olhando para as perspectivas a oriente e no continente Europeu, não há dúvidas que se tiverem uma agenda comum, do ponto de vista estratégico, isso tem mais valor do que considerar cada um isolado”.

O primeiro-ministro referiu que esta visão estratégica foi igualmente transmitida ao Presidente da República de Angola durante o encontro e ficou muito satisfeito ao saber que esta é igualmente a perspectiva do governo de Angola e que, portanto, o relacionamento bilateral fortalece esta aliança estratégica, mas não esgota a mesma.

Fiquei muito sensibilizado com o compromisso assumido pelos dois governos de poderem vir a realizar a sua primeira Cimeira Bilateral subordinada justamente a esta aliança estratégica que engloba outros países.

Sabe que Angola irá realizar um processo eleitoral no próximo ano e , portanto, não gostariam de confundir os trabalhos preparatórios desta agenda estratégica que vamos prosseguir com o calendario eleitoral, mas fiquei muito sensibilizado pelo facto do Presidente ter aderido à nossa ideia de que esta cimeira bilateral subordinada ao lema do crescimento sustentável poderá vir a ter lugar em 2013, em data e local a definir, mas que haverá desde já uma comissão que irá preparar os trabalhos da agenda para a mesma, rematou.

Fonte: Angop

Foto: Angop

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