Frotas de autocarros públicos e privados facilitam as viagens entre os municípios

A província está bem servida em termos de meios de transporte e hoje viajar para o interior para visitar familiares já não é preocupação para os habitantes dos diversos municípios que compõem o Kwanza-Norte
A província está bem servida em termos de meios de transporte e hoje viajar para o interior para visitar familiares já não é preocupação para os habitantes dos diversos municípios que compõem o Kwanza-Norte

As várias frotas de transportes públicos e privados que operam a nível da província do Kwanza-Norte estão a ser consideradas, pelos habitantes locais, como vector fundamental na resolução dos problemas da mobilidade da população, visando reduzir as distâncias e as assimetrias entre o campo e a cidade, possibilitando o processo de coesão social e territorial, principalmente no que toca ao transporte de pessoas e bens.
A satisfação dos passageiros associa-se ao facto das principais vias de acesso, quer provincial, quer intermunicipal, conhecerem nos últimos tempos melhorias nos seus troços, situação que na opinião dos cidadãos deixa para trás os tempos difíceis da má acomodação e desconforto, saltos e buracos, que após o término das viagens traziam canseiras e outras indisposições.
Joaquim Adão, interpelado pela nossa reportagem, disse que não vai a sua terra natal, Malanje, desde o ano de 98. Recorda que na altura viajou por cima de um camião, numa viagem que durou quase um dia, até Luanda, passando por Kwanza-Norte. Mostrou-se satisfeito com as políticas do Executivo em relação à expansão dos transportes colectivos que, em sua opinião, são uma mais-valia para o bem-estar da população.
Por sua vez Joana André adiantou que os vários anos de independência que o país vive, associado aos nove anos de paz, estão a proporcionar aos angolanos a melhoria das condições de vida, referindo-se à reabilitação das estradas, surgimento de diversos meios de transportes, que, no seu entender, catapultam a nação para o crescimento, para o desenvolvimento sustentado.
Santos Kidieji, motorista da operadora “Lupessi”, conta que após a sua desmobilização das extintas FAPLA, ficou um longo período de tempo desempregado, situação que complicava a integração social da sua família. “Com a paz, consegui um emprego e agora tenho um salário digno para o sustento familiar”, disse. Mostrou-se satisfeito com o trabalho de asfaltagem da via da Trombeta, que liga as localidades de Maria Teresa (Bengo) e Triângulo de Cambondo, (Kwanza-Norte).
Revelou que a estrada tem um tapete asfáltico que possibilita óptima circulação de qualquer viatura, associada à sinalização nos sentidos ascendente e descendente, que apontam os perigos que o troço apresenta. A mesma encurta a distância em cerca de uma hora e meia, em relação as quatro feitas na estrada 230, que passa pelo Morro do Binda.
O director provincial do Sector dos Transportes no Kwanza-Norte frisou que o governo central atribuiu, durante o ano de 2009, um total de 61 autocarros, distribuídos a três empresas locais, para a sua gestão, nomeadamente a Arqui-Obras, Casa Matadi e Lupessi, aliadas a outras de Luanda que também operam na província, como o caso da Macom, Tcul e Fred-Trans, perfazendo um total de seis operadores e uma frota correspondente a 74 autocarros.

De acordo com o responsável, as empresas em referência circulam entre as províncias do Kwanza-Norte, Luanda, Malanje e parte do Kwanza-Sul. Os preços variam entre mil a mil e 500 kwanzas. A operação a nível dos municípios do interior é processada também de forma regular em nove dos 10 municípios existentes, com excepção do Ngonguembo, em função do mau estado de conservação das suas vias de acesso, agravada pela sua estrutura de relevo, totalmente acidentada.

Comboio leva mercadoria

O director provincial dos Transportes no Kwanza-Norte, Vitorino Abel, frisou que a circulação do Comboio expresso, entre as províncias de Launda, Kwanza-Norte e Malanje, e vice-versa, permitiu o transporte de um total de 62 mil e 999 kilogramas de cargas diversas, para além dos dois mil e 377 passageiros.
Na opinião do responsável, a locomotiva trouxe uma lufada de ar fresco à economia do Kwanza-Norte, pelo facto de facilitar as trocas comercias com Luanda, catapultando a região para o desenvolvimento, e influenciado a melhoria da qualidade de vida da população.
O soba do bairro Carreira de Tiro em Ndalatando, Miguel Adão, frisou que a circulação do comboio veio melhorar a circulação de pessoas e bens, avançando que também vai permitir a redução de mortes por acidentes de viação, acreditando que o meio em referência vai ser o mais utilizado pelos viajantes.
Por outro lado sublinhou a importância da locomotiva em relação ao transporte de combustíveis, que até então era umas das maiores preocupações das comunidades ribeirinhas, nomeadamente o caso das comunas do Zenza do Itombe, Canhoca, Beira-Alta e Luinha.
Por sua vez Joana André é de opinião que doravante as viagens da população vão ser mais cómodas, devido às condições que cada carruagem apresenta, situação que não se verifica a nível dos táxis e autocarros que circulam ao longo da via Luanda-Malange.

Marcelo Manuel | Ndalatando

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Nilo Mateus

 

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