França quer criar corredor humanitário para proteger sírios

O chefe da diplomacia francesa Alain Juppé exclui a intervenção militar na Síria, mas propõe a criação de um "corredor humanitário".
O chefe da diplomacia francesa Alain Juppé exclui a intervenção militar na Síria, mas propõe a criação de um "corredor humanitário".

Diante da repressão violenta que toma conta da Síria, a França pretende apresentar aos parceiros europeus uma proposta de criação de um “corredor humanitário” para proteger a população nas zonas de conflito no país. Paris também reconheceu a oposição síria como interlocutor legítimo, o que reforça a posição francesa contra o regime do presidente Bachar Al-Assad.

Às vésperas de mais uma reunião da Liga Árabe, que deve adotar sanções econômicas contra a Síria, a França afirmou nesta quarta-feira, 23 de novembro, que a oposição, representada pelo Conselho Nacional Sírio (CNS), é um “interlocutor legítimo” nas discussões com o país. No entanto, mesmo se o ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, afirmou que pretende continuar negociando com o CNS, o chefe da diplomacia disse que o conselho ainda terá que esperar para ter um reconhecimento oficial da parte de Paris.

A França também pretende propor aos parceiros da União Europeia a criação de “corredores humanitários” para proteger a população síria. “Esse é um ponto que nós examinamos e que apresentaremos na próxima reunião do conselho de ministros europeus”, disse Juppé. Paris deve contar com o apoio dos Estados Unidos no projeto, que já teve o aval da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

O chefe da diplomacia francesa excluiu novamente a possibilidade de recorrer a uma intervenção militar na Síria. Ele também descartou a criação de uma zona de proteção na fronteira com a Turquia, um projeto avançado pela imprensa turca.

A repressão do regime de Bachar Al-Assad já provocou a morte de mais de 3,5 mil pessoas desde o mês de março. Cerca de 40 sírios morreram apenas nas últimas 36 horas.

 

Silvano Mendes

Fonte: RFI

Foto: Reuters

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