Forças da ordem em Atenas dispersam manifestantes

Polícias anti-motim grega enfrentou manifestantes contra medidas de austeridade
Polícias anti-motim grega enfrentou manifestantes contra medidas de austeridade

A polícia anti-motim da Grécia entrou ontem em confronto com manifestantes que protestavam diante da maior fornecedora de energia da Grécia, a PPC, contra um novo imposto sobre propriedade decretado pelo Governo como parte das medidas de austeridade para evitar a insolvência do país.
Cerca de 80 polícias entraram em confronto com membros do sindicado dos trabalhadores Genop diante da entrada da empresa, num subúrbio de Atenas. Foram detidas 15 pessoas, segundo um porta-voz da polícia.
O sindicato promove um boicote ao imposto contra a propriedade, que a PCC é a encarregada de recolher por meio das contas de luz.
“Nós não vamos recuar na nossa luta. Esta luta é de toda sociedade grega. É para evitar o corte de energia das residências dos pobres, dos desempregados, dos aposentados”, disse Nikos Fotopoulos, presidente do Genop, que foi preso pouco depois. “A luta vai continuar até ao fim. Esta lei vai ser inviabilizada na prática, com a ajuda de todo o povo”, afirmou.
O protesto é uma demonstração da resistência dos sindicatos de trabalhadores às medidas de austeridade adoptadas pelo governo de unidade nacional para garantir a disponibilização de empréstimos e assim evitar a insolvência do país, que não tinha condições de pagar as suas dívidas.
Sindicatos dos funcionários públicos, que representam cerca de meio milhão de trabalhadores, planeavam suspender o trabalho por duas horas, ontem, em protesto contra as medidas de austeridade e os cortes no orçamento, que estão a ser discutidos no Parlamento.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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