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FMI pede que Estados Unidos “não abandonem a Europa”
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FMI pede que Estados Unidos “não abandonem a Europa”

Christine Lagarde, diretora do FMI, participa lembra que os interesses econômicos de americanos e europeus estão ligados.

A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, fez um novo apelo de ajuda à Europa, durante uma entrevista na noite de domingo à rede de televisão americana CBS. Lagarde aproveitou a ocasião para pedir para os Estados Unidos “não abandonarem a Europa”, e lembrou que os interesses econômicos dos americanos estão ligados à zona do euro.

De acordo com a diretora-gerente, “20% das exportações americanas” vão para o continente europeu. “Há uma interconexão muito forte entre os bancos americanos e os europeus. Está cheio de empregados europeus nas empresas americanas, e cheio de empregados americanos nas empresas europeias”, explicou.

O recado da diretora-gerente aos americanos se justifica: alguns parlamentares têm feito alusão a uma lei de regulação financeira dos Estados Unidos, aprovada no ano passado, que proíbe o país a emprestar dinheiro ao Fundo Monetário Internacional quando o “reembolso integral do valor é improvável”. Políticos americanos temem que este seja o caso da Grécia e por isso têm defendido que o país pare de fornecer fundos ao FMI. Por causa do ceticismo, um eventual aumento da contribuiçãio americana à instituição internacional está, por enquanto, descartada.

Mas conforme Lagarde, o risco de o empréstimos à Grécia acabar na inadimplência é “nulo”. Ela explicou que o plano de ajuda ao país é condicionado à uma série de medidas que os gregos são obrigados a adotar para “apagar o incêndio” da crise.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, se juntou aos apelos da chefe do FMI e disse que “espera jamais ver os Estados Unidos na mesma posição da Europa”. Também em uma entrevista, para o jornal Wall Street Journal, ele disse que “ficou impressionado” ao ver os países emergentes serem chamados a ajudar os europeus a saírem da crise. “Fiquei impressionado quando vi os países emergentes em torno de uma mesa, que viam os europeus incapazes de se organizar e pensavam: vejam só como estão países que nos davam lições”, comentou Zoellick. “Se há um sentimento que tenho é o de que não quero jamais ver os Estados Unidos na posição na qual estava a Europa naquela reunião.”

 

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Petar Kujundzic

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