FMI dá nota positiva à economia angolana

Fundo Monetário Internacional
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Estas as principais conclusões do conselho executivo do Fundo Monetário Internacional no termo da quinta ronda de avaliações sobre o desempenho da economia angolana no âmbito do empréstimo ‘stand-by’, com a duração de 27 meses, concedido pelo Fundo a Angola em Novembro de 2009. O FMI aprovou ainda a modificação, no final de Setembro de 2011, dos critérios quantitativos relativos à constituição de reservas, aos activos líquidos internos do Banco Nacional de Angola (BNA) e ao crédito líquido concedido pelo sistema bancário ao Governo.

Esta apreciação claramente positiva levou o FMI a aprovar na última sexta-feira, dia 11, a libertação de uma nova tranche de crédito de USD 134,8 milhões. Entretanto, o FMI apelou também a uma melhor gestão das receitas do petróleo. O valor libertado no âmbito do empréstimo concedido pelo FMI a Angola, já ascende a USD 1,21 mil milhões. «As autoridades angolanas merecem os cumprimentos pelo alto desempenho alcançado no quadro do programa de reforma e estabilização apoiado pelo Fundo», refere, no comunicado emitido pelo FMI, o vice-director do Fundo, Naoyuki Shinohara. «A gestão das finanças públicas e a transparência são questões prioritárias que requerem progressos”, considera Shinohara.

O comunicado acrescenta ter sido realizado “um progresso substancial no desenvolvimento do sector financeiro”, considerando que o sucesso do programa de desdolarização da economia dependerá da implementação sustentada de políticas macro-económicas sólidas, do progresso continuado na redução da inflação e dos esforços para desenvolver o mercado de capitais e os instrumentos de poupança.

“À luz das acções correctivas necessárias tomadas pelas autoridades e dos esforços reforçados para garantir a transferência atempada de receitas petrolíferas para o orçamento, o Conselho Executivo concordou em isentar o não cumprimento da condição relativa à precisão das informações relatadas por Angola, dispensando qualquer acção adicional”, refere Shinohara no documento.

No entanto, a administração do FMI salientou ser necessário que o governo de Angola garanta uma maior transparência no que se refere à gestão das receitas petrolíferas a fim de assegurar a respectiva contabilização atempada no Orçamento Geral do Estado.

Luís Faria
Fonte: O Pais
Foto: O Pais

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