Fatah e Hamas dão novo passo em processo de reconciliação

O presidente palestino Mahmoud Abbas durante o discurso do sétimo aniversário de Yasser Arafat, em Ramallah, no dia 16 de novembro.
O presidente palestino Mahmoud Abbas durante o discurso do sétimo aniversário de Yasser Arafat, em Ramallah, no dia 16 de novembro.

Em um encontro no Cairo, o presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas,que representa o Fatah, e o chefe do grupo extremista Hamas, Khaled Mechaal, anunciaram nesta quinta-feira uma parceria para finalizar a reconciliação palestina, depois de seis meses de negociações.

Os dois dirigentes se reuniram na manhã desta quinta-feira no Cairo. “Não há mais diferenças. Concordamos em trabalhar como parceiros com uma responsabilidade única”, declarou Abbas depois do encontro. Em dezembro, as delegações das duas facções devem se reencontrar para finalizar as bases do documento. O Fatah e o Hamas, que controlam respectivamente a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, concluíram um acordo inesperado em abril, que prevê a formação de um governo independente para organizar eleições no máximo até maio de 2012. Uma das divergências entre os dois grupos é que Abbas gostaria de manter o primeiro-ministro Salam Fayyad no novo governo. O assunto será discutido posteriormente, segundo os dois grupos.

O acordo global entre as duas facções, e a maneira de aplicá-lo, ainda serão examinados por Abbas e Mechaal, antes de uma nova reunião entre as delegações. Em seguida, todos os movimentos que assinaram o acordo de reconciliação discutirão os últimos detalhes do documento, com o objetivo de organizar eleições presidenciais, legislativas e no Conselho Nacional.

O acordo também prevê uma trégua com Israel na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. As negociações para que o Hamas abandone a luta armada e se transforme em uma resistência pacífica também integram o documento, segundo responsáveis palestinos. Outro assunto é a unificação dos serviços de segurança palestinos e da Organização da Libertação da Palestina. O premiê israelense Benjamin Netanyahu criticou a negociação, pedindo  que Abbas interrompa o processo de reconciliação com o Hamas, considerado por Israel uma organização terrorista.

 

Taíssa Stivanin

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Mohamad Torokman

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