Exploração do petróleo foi analisada

São Tomé e Príncipe e Nigéria exploram petróleo numa zona conjunta com a participação de multinacionais estrangeiras
São Tomé e Príncipe e Nigéria exploram petróleo numa zona conjunta com a participação de multinacionais estrangeiras

O Presidente são-tomense e o seu Gabinete decidiram organizar um seminário sobre o dossier petróleo em São Tomé e Príncipe. Segundo Amaro Couto, Chefe da Casa Civil do Presidente da República, são medidas preventivas que visam aproximar o Chefe de Estado de tudo quanto se passa à volta do “dossier” do petróleo.
Na zona de exploração conjunta entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria, a intervenção da companhia francesa Total no bloco 1 contribuiu para acelerar o processo de exploração. Estima-se que em 2015 o petróleo deve jorrar no bloco 1 da zona conjunta. Segundo a estrutura hierárquica da Autoridade que gere os recursos da zona conjunta, os Presidentes de São Tomé e Príncipe e da Nigéria são os  que têm a última palavra em todo o esse processo.
A Autoridade Conjunta, que funciona na Nigéria, é composta por directores e técnicos dos dois países. Executa acções que depois são analisadas pelo Conselho Ministerial Conjunto, que envolve ministros de vários sectores dos dois países. A decisão final sobre o assunro deve ser tomada pelos Presidentes da República dos dois países.
Daí a importância do seminário que o Gabinete do Presidente da República de São Tomé organizou numa das salas do palácio do Povo e que foi ministrado pela Agência Nacional  Petróleo. “Visa proporcionar ao Presidente da República  e à sua equipa todas as informações actualizadas que têm a ver com actividade petrolífera em São Tomé e Príncipe, estudos, pesquisas e exploração, a fim de  permitir que os dados e os elementos técnicos estejam assim mais ao alcance da Presidência da República”, referiu Amaro Couto. A nível nacional, na  zona económica exclusiva são-tomense, o Governo já assinou um acordo de partilha de produção do bloco três com a companhia nigeriana Oranto Petroleum. Nos próximos oito anos,  a empresa  nigeriana deve investir mais de 200 milhões de dólares na prospecção de petróleo. “O Gabinete da Presidência é recente. Era importante que tomasse as medidas e as precauções para se inteirar de maneira mais aproximada possível de tudo quanto se passa à volta do dossier petróleo”, reforçou o chefe da Casa Civil da Presidência de São Tomé e Príncipe.

 

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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