Eurogrupo se reúne em Bruxelas e pressão à Grécia continua

Vista parcial da sede da Comissão Europeia, em Bruxelas.
Vista parcial da sede da Comissão Europeia, em Bruxelas.

A crise grega deve abrir os debates, nesta segunda e terça-feira, do Eurogrupo – os ministros das Finanças da zona do euro – e da União Europeia. Esta semana está sendo considerada decisiva e medidas devem ser tomadas para ceifar as ameaças à moeda única europeia.

Em Bruxelas, os 17 ministros das Finanças da Zona do Euro devem continuar com a estratégia de pressão sobre a Grécia, reafirmando que o país tem que dar garantias de que vai cumprir o programa fechado com os europeus.

A reunião acontece em um contexto mais estável, depois de um fim de semana de articulações políticas na Grécia, que culminaram com o acordo de um governo de coalizão, sem George Papandreou; um governo que deve ratificar e implementar o plano de ajuda europeu à crise da dívida.

A sexta parcela do primeiro empréstimo de oito bilhões de euros está na geladeira, aguardando a definição política do futuro governo grego, com a nomeação do novo primeiro-ministro nesta segunda-feira e a convocação das próximas eleições.

Itália, previsões e plano francês

Além da Grécia, outros temas do continente estarão na pauta do encontro: o voto de confiança ao presidente do Conselho italiano, Silvio Berlusconi, na quarta-feira; a publicação das previsões econômicas da Comissão Europeia, na quinta, que devem confirmar a forte desaceleração da atividade na zona do euro; e a França e seu novo plano para conservar a nota financeira máxima AAA.

Os ministros europeus devem agir com agressividade para conter a ameaça sobre o euro que já atingiu Grécia, Irlanda e Portugal e agora sombreia a Itália, Espanha e, a longo prazo, a França.

Esta será a primeira reunião do Eurogrupo com a presença de Mario Draghi, o novo presidente do Banco Central Europeu.

Fundo de Estabilidade

Os ministros do Eurogrupo também querem acelerar a aplicação das decisões tomadas no dia 26 de outubro, durante a cúpula dedicada à zona do euro e à União Europeia: plano de recapitalização de bancos, novo plano para a Grécia e, principalmente, obter dinheiro para capacitar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira a um trilhão de euros, no mínimo.

 

Leticia Constant

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Yves Herman

 

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