EUA e Grã-Bretanha anunciam novas sanções contra o Irã

O embaixador americano na AIEA, Glyn Davies.
O embaixador americano na AIEA, Glyn Davies.

Os Estados Unidos anunciam nesta segunda-feira novas medidas contra o regime iraniano, segundo o Departamento do Tesouro Americano. As sanções devem afetar o setor financeiro e energético e visam aumentar a pressão contra o governo do Irã.

As sanções devem atingir os setores petrolíferos, financeiro e de gás, segundo a imprensa. Dezenas de empresas iranianas devem ter seus ativos congelados. Outro alvo dos americanos é o Banco Central iraniano, que serve de intermediário para as exportações de petróleo iraniano em direção à Europa. A instituição, entretanto, não deverá sofrer uma sanção específica.

A Grã-Bretanha também adotou novas medidas contra o regime de Mahmoud Ahmadinejad. As instituições financeiras do país estão proibidas de comercializar com bancos iranianos e o Banco Central do país. O ministro das Finanças, George Osborne, disse que o Irã representava uma ameaça para a segurança nacional. O objetivo da medida é limitar a capacidade iraniana de financiar seu programa nuclear.

Nesta segunda-feira, o Irã boicotou uma reunião na sede da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), em Viena, sobre a criação de uma zona sem armas nucleares no Oriente Médio. Cerca de 275 membros de 97 países estão participando do encontro, a portas fechadas, entre eles, Síria e Líbano. O representante iraniano na AIEA, Ali Asghar Soltanieh, já havia declarado que não participaria da reunião, uma ‘farsa’, segundo suas próprias palavras. De acordo com ele, a ausência é uma represália ao relatório publicado recentemente pela agência.

De acordo com esse documento, o Irã já conhece todas as etapas de fabricação de uma bomba atômica. Na sexta-feira, os representantes da AIEA adotaram uma resolução ondem exigem que os iranianos ‘colaborem plenamente com a agência’, mas sem estabelecer prazos. A agência também não levará a questão, por enquanto, ao Conselho de Segurança da ONU, onde China e Rússia, que são membros permanentes, já se disseram contra a adoção de sanções.

O Irã defende que seu programa nuclear é para fins pacíficos. Soltaneh alega que Israel não assinou o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e “não colabora com as organizações e instâncias internacionais.” Israel nunca revelou se possui ou não a bomba. Como não faz parte do TNP, o país não é submetido às inspeções da AIEA.

 

Taissa Stivanin

Fonte: RFI

Foto: RFI

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