Estudantes latino-americanos se unem em marcha pela educação

Estudante carrega na cabeça foto do presidente chileno Sebastián Piñera, em marcha pela educação.
Estudante carrega na cabeça foto do presidente chileno Sebastián Piñera, em marcha pela educação.

Cresce a mobilização de estudantes de vários países latino-americanos para pedir a melhoria no setor da educação, incluindo o Brasil. No Chile, a violência marcou os protestos desta quinta-feira e 30 pessoas foram detidas pela polícia. O movimento acontece em um momento de queda de popularidade do presidente chileno, Sebastián Piñera, voltou a cair.

Estudantes do Chile, da Colômbia e do Brasil saíram ontem às ruas na primeira manifestação coordenada internacionalmente para exigir mudanças na educação. A marcha latino-americana também teve eco em países como Peru, Argentina, Equador, México e Venezuela, segundo os organizadores.

Em Santiago do Chile, onde milhares de estudantes mantêm uma greve há sete meses, houve confrontos com a polícia. Doze mil manifestantes saíram as ruas na capital. Um grupo de 15 jovens queimou um caminhão e ergueu barricadas em chamas no centro de Santiago. Mais de 30 pessoas foram detidas.

Em São Paulo, mais de mil estudantes marcharam na Avenida Paulista, cartão postal da cidade.

Apoio popular

No Chile, onde a onda social teve início, os estudantes tentam dar sobrevida aos protestos, que vêm perdendo apoio popular com o passar dos meses. A proximidade das férias de verão, que no Chile duram três meses, também preocupa os líderes estudantis. Outro fator de desmobilização é o período eleitoral nos grêmios acadêmicos e federações de estudantes.

O debate sobre as mudanças na educação passou das ruas para o Congresso. Nesta quinta-feira, parlamentares discutiram durante toda a noite a proposta do governo de aumentar em 7,2% o orçamento da educação no Chile.

O movimento acontece no momento em que a aprovação do presidente Sebastián Piñera voltou a cair. Desta vez, para seu nível mais baixo desde o início do mandato, apenas 20%.

 

João Paulo Charleaux, correspondente da RFI em Santiago

Fonte: RFI

Foto: Reuters

 

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