Estados Unidos armam a região

Os Estados Unidosdecidiram transferir para o Koweit os contigentes das tropas a serem retiradas do Iraque até final do ano
Os Estados Unidosdecidiram transferir para o Koweit os contigentes das tropas a serem retiradas do Iraque até final do ano

Sem apoio da Rússia e da China para a adopção de novas sanções contra o Irão na Organização das Nações Unidas, os Estados Unidos da América (EUA) planeiam elevar para breve, a capacidade militar das monarquias do Golfo Pérsico, para travar uma possível ameaça militar de Teerão. O objectivo, de acordo com os EUA, é a construção de um sistema integrado de defesa contra ataques de mísseis de curto e médio alcance iranianos.
Segundo o Wall Street Journal, o governo de Barack Obama vai encaminhar esta semana ao Congresso norte-americano um pedido de autorização para a venda aos Emirados Árabes Unidos de 4,9 mil “bombas inteligentes” da Boeing, capazes de atsingir o alvo com maior precisão.
A expectativa do governo de Washington em relação ao relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) sobre o programa nuclear do Irão, divulgado na semana passada, acentuou a troca de informações militares e de agências de inteligência com seis países do Golfo Pérsico (Qatar, Bahrein, Koweit, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Iraque) nos últimos meses.
Entre outras medidas, os EUA decidiram transferir para o Koweit a maioria das tropas a serem retiradas no final do ano do Iraque. Cerca de 40 mil soldados norte-americanos serão mantidos na região.
Os Estados Unidos da América assinaram contratos de venda à Arábia Saudita de caças F-15, de 2 mil “bombas inteligentes” – as chamadas munições de ataque directo conjunto ou JDAM, na sigla em inglês – e de outras munições.
Os Emirados Árabes mantêm uma ampla frota de caças F-16, já munidos com centenas dessas munições. Cresce a preocupação dos países do Conselho de Cooperação do Golfo em relação ao desenvolvimento de um programa nuclear militar pelo Irão. O relatório da AIEA sobre o tema acentuou as suspeitas de que artefactos atómicos estão em construção no Irão, apesar das quatro resoluções que impuseram sanções económicas ao país e da pressão internacional.
Analistas na região afirmam que as monarquias do Golfo Pérsico aprenderam a lidar com o facto de Israel ser uma potência nuclear. Mas, para esses seis países, o maior temor é ver o Irão – persa e muçulmano xiita – possuir a bomba.

No Conselho de Segurança, os EUA enfrentam a oposição da Rússia. Embora não se tenha declarado abertamente, a China tende a seguir o governo de Moscovo por depender de importações de petróleo iraniano. França e Grã-Bretanha devem apenas ajudar os EUA a conseguir apoio para reforçar as sanções contra o Irão.

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

 

DEIXE UMA RESPOSTA