Empresas têm o dever de criar empregos

Uma unidade fabril proporciona dezenas de empregos cujos beneficiários conseguem sustentar centenas de pessoas na família
Uma unidade fabril proporciona dezenas de empregos cujos beneficiários conseguem sustentar centenas de pessoas na família

A criação de empregos pode ser a mais importante responsabilidade social das empresas (RSE) e dos empresários, embora seja uma consequência económica natural da constituição de actividades produtivas, considerou ontem, em Luanda, o economista Alves da Rocha.
O especialista, que intervinha num seminário sobre Responsabilidade Social das Empresas, explicou que tal deve processar-se com a criação de bons empregos, nos quais o empregado se sinta útil a si mesmo, à sua família e à sociedade, mas para tal a força de trabalho deve ser bem dotada conhecimentos técnicos.
Alves da Rocha, para quem a responsabilidade social das empresas não se circunscreve apenas a acções voltadas para edificação de infra-estruturas ou formação técnico-profissional, referiu que também deve ser económica e social, em simultâneo do Estado e suas instituições.
“Claro que as empresas não são centros empregadores e não podem ser porque também têm a responsabilidade social de acautelar uma racional alocação de outros recursos e factores escassos. Empregando por empregar, as empresas desperdiçam capital, escasso, sobretudo em economias em desenvolvimento ou subdesenvolvidas”,  reconheceu.
Observando do ponto de vista da empresa, disse que a responsabilidade social pode ser entendida como parte da gestão de risco, tomando diferentes medidas estratégicas para assegurar a sobrevivência da empresa no futuro previsto. Isto, segundo o economista, faz parte da responsabilidade dos gestores para com os accionistas.
De acordo com Alves da Rocha, a transferência, a título gratuito, de alguns recursos financeiros empresariais para o Estado, pode ser, igualmente, uma responsabilidade social das empresas, embora estas apenas actuem como intermediárias num processo de transformação de dinheiro privado em bens públicos. Assim sendo, esclareceu que essa actividade deve ser encarada de dois pontos de vista: moral e económico.
Neste contexto, a primeira variante traduz-se na dedicação contínua das empresas a comportamentos éticos, contribuindo para o desenvolvimento económico e melhorando as condições de vida dos trabalhadores e das suas famílias, além das comunidades em que estão inseridas.

Na segunda perspectiva, os empresários e as empresas devem operar a melhor combinação produtiva dos factores de produção, com diferentes finalidades: maximizarem o retorno dos investimentos, poupar recursos escassos e acautelar uma repartição justa do rendimento gerado, no decurso do exercício da actividade económica.
Promovido pela Câmara do Comércio e Indústria de Angola, o seminário, que encerrou ainda ontem, teve por objectivo esclarecer e formar o empresário angolano, despertando-o para a importância da actividade no desenvolvimento das comunidades e das próprias empresas.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Jornal de Angola

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