Empresário português morto em Luanda

Policia Nacional
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O empresário português, José António Monteiro Gomes, 82 anos, foi assassinado com dois tiros no abdómen, na manhã de Domingo, 6, por volta das 7horas da manhã, à porta do seu escritório, situado no 5.º andar de um dos edifícios da Marginal de Luanda.

O proprietário da Angofex chegou à Angola com 32 anos e vivia repartido entre a capital do país e a província de Benguela, por ser lá onde tem instalada a sede da sua empresa de importação e exportação.

Ao tentar explicar as reais motivações que estiveram na origem do assassinato, o porta-voz do Comando Geral da Policia Nacional, comissário Carmo Neto, considerou, em entrevista à agência Lusa, que se trata de um crime atípico porque não foram roubados os valores monetários que se encontravam em posse da vítima.

No interior do escritório, cuja segurança era garantida por uma empresa privada, havia valores, mas nada foi roubado, acrescentou Carmo Neto, sem especificar se algum segurança acompanhou de perto o incidente e porque não reagiu em defesa do seu patrão.

O porta-voz da polícia se escusou a divulgar mais informações, alegando que as investigações estão em curso, mas encontram-se em segredo para não prejudicar o trabalho das autoridades.

A Embaixada de Portugal em Angola também se pronunciou sobre o assunto, dizendo, à Lusa, que avisaram a família da vítima, bem como o Gabinete de Emergência Consular, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa.

De acordo com uma notícia divulgada pelo jornal Português Diário de Noticias, o empresário era um dos grandes fornecedores de alimentos das FAA e da Polícia Nacional e que foi perseguido antes de ser morto.

Segundo dados da Embaixada de Portugal em Angola, actualmente vivem cerca de 120 mil portugueses no nosso país, a maior parte dos quais reside em Luanda.

O último caso de que se tem notícia de um cidadão português assassinado, ocorreu em 2009, quando um grupo de marginais assassinou o cidadão luso José Manuel Guimarães, 34 anos, quando tentavam assaltalo pelas 20h00, em Viana. Na altura, havia cerca de quatro anos que o português viera a Angola à procura de uma vida melhor e trabalhava numa empresa de montagem de tectos falsos.

José Guimarães estava com uma cidadã angolana num carro parado à beira da estrada, à espera de uma terceira pessoa, com o motor a trabalhar, quando se aproximaram dois homens armados.

Mas a tentativa de assalto acabou por não se realizar porque o condutor se recusou a dar o dinheiro que eles exigiam e tentou arrancar com a viatura. Nessa altura, foi baleada e a senhora que o acompanhava conseguiu espaçar impune.

Cinco empresários chineses mortos este ano

Este não é o primeiro caso de um empresário estrangeiro que é assassinado este ano em Luanda. A agência noticiosa oficial chinesa Xinhua (Nova China) noticiou, no mês passado, que pelo menos cinco cidadãos chineses foram mortos este ano em Angola em assaltos à mão armada e em roubos, de acordo um funcionário da Embaixada da China em Luanda.

A última vítima foi o proprietário de uma pequena empresa de construção. Lou Yongzhen foi morto a tiro, também numa manhã de Domingo numas das ruas de Luanda, de acordo com a imprensa oficial chinesa.

Lou Yonzhen ia a conduzir quando “um homem o obrigou a parar, partiu a janela do automóvel e deu-lhe dois tiros na cabeça”, segundo contou a irmã mais nova da vítima, Lou Aili, citada na imprensa de Pequim.

 

Fonte O Pais

Foto: O Pais

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