Cursos de mestrado são importantes para superar carência de professores

O curso de mestrado, para além de uma formação científica e académica mais profunda, deve servir para a formação de professores universitários com vista a superação paulatina da gritante carência que o sistema angolano de ensino possui. A afirmação é da ministra do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Maria Cândida Teixeira, quando procedia à abertura do primeiro curso de mestrado sobre Epidemiologia de Campo e de Laboratório, uma parceria do governo angolano e o CDC-Atlanta, dos Estados Unidos da América.

Acrescentou que, o mestrado deve permitir que o formando adquira a capacidade de, gradualmente, enfrentar e dar solução aos problemas concretos que na sua área de intervenção profissional se colocam, tornando-se num agente de transformação social. No caso concreto do curso aberto hoje, espera-se que o formando adquira uma nova perspectiva científica, académica e metodológica no domínio das ciências da saúde, que lhe permita obter automaticamente uma interpretação crítica e uma aplicação prática, baseadas na realidade concreta, visando a melhoria do ensino da medicina em Angola. De acordo com a governante, na perspectiva do ministério que dirige, quanto mais rapidamente formarem-se especialistas, mestres e doutores, mais rápido o sistema de educação do país tornar-se-á mais eficaz e competitivo, passando a desfrutar de mais competências e maiores aptidões.

“Pensamos que esse desiderato pode ser atingido numa primeira fase, mediante a contratação de “experts” e docentes estrangeiros titulares de um alto grau de qualificação académica e científica e o estabelecimento de acordos de parceria e de cooperação com instituições de ensino superior de reconhecida reputação internacional”, sublinhou. Segundo Cândida Teixeira, o ministério que dirige vai apoiar as iniciativas das instituições de ensino superior públicas e privadas, criando as condições materiais, técnicas, pedagógicas e legais, (…), pois assim poder-se-á formar esses quadros sem a sua ausência prolongada no estrangeiro, mais rapidamente e em quantidade adequada às necessidades do país e sem elevados custos. Fez lembrar que, não se pode perder de vista que um dos objectivos estratégicos do Executivo angolano é o reforço da economia e a sua inserção competitiva a nível internacional e, para tal, deve-se optar por programas formativos que deiam respostas eficazes às necessidades concretas das empresas e instituições que alavancam o processo de reconstrução e desenvolvimento nacional.

Fonte: Angop

1 COMENTÁRIO

  1. Estamos realmente gratos por essa iniciativa senhor Ministra e o seu ministério está de parabéns por brindar os quadros angolanos com cursos do género. Mas achamos que as coisa não podem ficar por ai, que promovam mais cursos de mestrando em outros ramos do saber, porque esse país precisa de quase tudo.

DEIXE UMA RESPOSTA