Conflitos no Egito preocupam governo de Israel

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.

A tensão no Egito deixa Israel em estado de alerta. Nesta quinta-feira, o ministro do Interior cogitou pela primeira vez um eventual adiamento das eleições legislativas previstas no dia 28 de novembro.

Daniela Kresch, correspondente da RFI em Tel Aviv

Se a fronteira entre Israel e Egito ficou calma por três décadas, desde o acordo de paz de 1979 assinado entre os dois países, os últimos acontecimentos no Cairo preocupam os israelenses. Nesta madrugada, dois incidentes na fronteira acentuaram as incertezas que envolvem o relacionamento entre os dois países em meio à convulsão social que ameaça derrubar a junta militar que sucedeu o presidente deposto Hosni Mubarak.

Dois soldados egípcios foram mortos em confronto com contrabandistas beduínos, que se aproveitam do caos que tomou conta do país. Pouco tempo depois, outros contrabandistas, que conseguiram cruzar a fronteira foram perseguidos por soldados israelenses. Um deles morreu. Os incidentes são um prenúncio da confusão que pode aflorar na passagem entre os dois países, o que tem levado Israel a duplicar a quantidade de soldados alocados na fronteira.

O objetivo é evitar a infiltração de bandidos, especialmente de terroristas vindos da Faixa de Gaza, como aconteceu há dois meses, quando, num ataque até hoje não esclarecido, oito civis israelenses e cinco soldados egípcios morreram.As imagens dos confronto na Praça Tahrir também preocupam a cúpula política e militar, que teme a queda dos militares – leais ao acordo de paz com Israel – e a ascensão de grupos islamistas como a Irmandade Muçulmana ao poder.Uma eventual suspensão do tratado, plataforma atraente junto a boa parte da população egípcia, abalaria ainda o Oriente Médio e isolaria ainda mais o Estado Judeu.

 

Fonte: RFI

Foto: REUTERS/Jack Guez/Pool

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