Comunicação social crucial nas eleições

Ministra Carolina Cerqueira salientou a importância de esclarecer a população sobre a importância do voto
Ministra Carolina Cerqueira salientou a importância de esclarecer a população sobre a importância do voto

A ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, garantiu ontem, no Luena, na sessão de abertura do VII Conselho Consultivo da Comunicação Social, maior responsabilidade do sector para o êxito das eleições gerais do próximo ano.
A ministra sublinhou o papel da comunicação social na preparação das eleições de 2012, pois tem a incumbência de despertar a população para a importância do acto.
“É necessário educar as populações para que, com criatividade e, sobretudo, patriotismo, possam participar neste importante acontecimento”, referiu.
Entre os temas discutidos no VII Conselho Consultivo da Comunicação Social, que decorre até amanhã, incluem-se a aplicação da estratégia do Executivo para a comunicação social, a taxa de cobertura dos serviços de informação públicos e o grau de modernização tecnológica e da reestruturação organizacional do sector, das empresas públicas e dos institutos tutelados.

Acesso à informação


O Executivo considera que o desenvolvimento económico e social das comunidades depende em grande medida da informação a que tem acesso a população, afirmou ontem, no Luena, o governador da província do Moxico.
João Ernesto dos Santos, que falava na sessão de abertura do Conselho Consultivo do Ministério da Comunicação Social, lembrou que graças aos esforços e dinamismo que têm sido demonstrados pelos diferentes órgãos de comunicação social, a realidade informativa mudou consideravelmente no país.
“Em todo o território nacional a população consegue acompanhar todos os acontecimentos através da rádio, televisão e imprensa o que é digno de reconhecer”, disse.
João Ernesto dos Santos referiu que o país caminha para o desenvolvimento e que estão a ser erguidos importantes empreendimentos económicos e sociais. O governador do Moxico sublinhou a necessidade da comunicação social continuar a jogar o papel de servidor público na canalização de informações e sustentou que esta tarefa deve ser feita com veracidade para que o cidadão esteja informado da realidade do país.
A ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, considerou que o encontro vai proporcionar uma maior dimensão ao trabalho programado e uma análise profunda das dificuldades ainda existentes.
“Não tem sido fácil o nosso trabalho, muitas vezes, com dificuldades do ponto de vista financeiro, meios técnicos, mas também de deficiência do envolvimento dos trabalhadores e jornalistas nos movimentos e ciclo de mudanças que levamos a cabo nas empresas públicas”, disse.
Carolina Cerqueira reafirmou que, além de serem constituídas por conselhos de administração, as empresas públicas do sector contam com trabalhadores que fazem da comunicação social um instrumento estratégico para o desenvolvimento de Angola.
Realçou ainda o grau de importância dos desafios que se avizinham, com destaque para as eleições que acontecem no terceiro trimestre do próximo ano. “Vamos debruçar-nos de forma franca e aberta sobre a questão da responsabilidade da comunicação social e o papel que jogamos na preparação das nossas populações, ajudando a despertar para os momentos políticos que se aproximam, com criatividade, responsabilidade, patriotismo para o engrandecimento do país”, disse a ministra Carolina Cerqueira.
A ministra da Comunicação Social pediu aos jornalistas e trabalhadores da comunicação social para participarem no processo de gestão das empresas, e felicitou-os pelo empenho na cobertura e divulgação do processo de registo eleitoral, sobretudo na mobilização das populações.

Propriedade pública

A propriedade pública de alguns meios de comunicação social pode conferir maior qualidade ao exercício da democracia, afirmou ontem, no Luena, Azeredo Lopes, o presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social de Portugal.
Ao dissertar sobre o tema “A liberdade de imprensa no contexto global” durante o VII Conselho Consultivo do Ministério da Comunicação, Azeredo Lopes considerou que a propriedade pública de órgãos de comunicação social não é o oposto de democracia. O prelector apontou os serviços públicos de televisão ou rádio como exemplos da sua afirmação e apelou ao respeito da liberdade de impressa.
O padrão desta liberdade, argumentou, serve de termómetro para a democracia e o Estado de Direito. Esclareceu que a liberdade de imprensa não se confunde com as questões relativas à propriedade dos órgãos de comunicação social.
Azeredo Lopes aconselhou os jornalistas a exercerem de forma livre, sem ingerência, controlo ou opressão por parte de quaisquer poderes, sejam eles político, económico, religioso ou cultural.
O Conselho Consultivo do Ministério da Comunicação Social decorre sob o lema “Modernizar a comunicação social para melhor servir o cidadão”.
Participam no encontro, que termina amanhã, membros dos conselhos de administração das empresas públicas, directores nacionais, chefes de departamento, consultores, directores provinciais, adidos de imprensa e representantes de sindicatos e associações de jornalistas. Os trabalho são orientados pela ministra Carolina Cerqueira, que conta com a colaboração do vice-ministro Miguel de Carvalho.

Adalberto Ceita, Lino Vieira e José Rufino | Luena

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: M. Machangongo

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