Cláudia Mittler:O desafio de impulsionar a moda

Cláudia Mittler
Cláudia Mittler

Cláudia Mittler abraçou o desafio de impulsionar a moda em Angola. Antiga modelo, com actuações marcantes além fronteiras, Mittler é luandense e procura transmitir o know-how que absorveu na Alemanha, onde esteve radicada durante largos anos.
Cláudia Mittler há já algum tempo que se vem revelando como uma autêntica empreendedora e hoje o inconformismo já está a dar frutos.
Das suas mãos, nasceu o Zeyangel Fashion Academia, o primeiro Centro Profissional de Moda, situado na Baixa de Luanda e aberto ao público desde o passado dia 16.
Cláudia Mittler diz que, enquanto modelo, viveu variadíssimas experiências na moda, e hoje, a sua pretensão é transmitir tudo o que apreendeu.
“Fui durante muitos anos modelo e tive a oportunidade de desfilar em vários países da Europa. Portanto, adquiri experiências diferentes no mundo da moda, daí acredito poder contribuir para engrandecer este sector em Angola”.
A jovem empresária pretende criar em Angola altos padrões da moda mundial, através da Zeyangel, contando para o efeito com vários agentes do ramo que dão cartas pelo mundo fora.
“Trabalho com a Make Up For Ever, uma marca com créditos a nível mundial, e já encetei contactos, para que alguns técnicos desta agência venham a Angola para ministrarem cursos”, sublinhou.

Moda e diplomacia
A sua luta para expandir a moda no país não termina com a criação da academia. Mittler conta que tem agora a tarefa de sensibilizar as entidades públicas do sector sobre a sua importância, “mais a mais que a diplomacia também se faz com a divulgação da moda”.
A antiga modelo diz que “muita gente no nosso país ainda pensa que moda é festa. Mas é muito mais. Moda é fotografia, passerelle, sessões de vídeos, é uma arte que envolve muita gente, desde políticos, empresários, músicos, actores, enfim, entidades com grandes influências no panorama mundial”.
Cláudia Mittler deixa um recado: “é preciso não perdermos de vista que convivemos todos os dias com a moda, só que, às vezes, não damos conta, daí a importância de explicarmos às pessoas o que se prende com esta cultura para que haja maior abertura”.

Aconteceu  comigo 

Depois de uma larga temporada a viver no exterior do país, Cláudia Mittler regressou a Luanda há dez anos. Quase teve um ataque de nervos por ver o seu maior sonho, a criação de um centro de formação de moda, a esfumar-se por falta de apoios.
“Não quis acreditar o que estava acontecer comigo. Fui batendo às portas de pessoas amigas, empresários e vários agentes da Cultura, mas não tive uma resposta satisfatória. Efectivamente para quem tinha um plano bem arquitectado e só faltavam apoios foi uma grande frustração. Considero até que foi das maiores da minha vida”. Mas hoje, como conta, profissionalmente a tranquilidade reina em si. “Graças a Deus materializei o meu sonho. Devido à minha perseverança, consegui encontrar finalmente apoios de pessoas amigas e entidades do Executivo a quem agradeço imenso. Agora só me resta apresentar resultados para responder a todos os que me ajudaram”, assegurou.

 

Béu Pombal

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Jornal de Angola

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