Cidadãos angolanos refugiados na RDC regressam ao país a partir de sexta-feira

Angolanos repatriados da República Democrática do Congo (RDC)
Angolanos repatriados da República Democrática do Congo (RDC)

O ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kusumua, anunciou no domingo, em Mbanza Congo, que a província do Zaire começa a receber, a partir desta sexta-feira, o primeiro grupo de angolanos repatriados da República Democrática do Congo (RDC).
João Baptista Kussumua, que falava no final de uma visita de três dias de trabalho à província do Zaire, indicou que, ao todo, são 19 mil cidadãos que regressam ao país no quadro do processo de repatriamento voluntário e organizado. O ministro disse que, de acordo com um trabalho preliminar feito RDC, 19 mil cidadãos dos cerca de 43 mil recenseados manifestaram vontade de regressar.
O ministro, que visitou na província os centros de acolhimento situados nas localidades do Kiowa, no município de Mbanza Congo, Mama Rosa, na comuna fronteiriça do Luvo e nos municípios do Nóqui e Kuimba, para se inteirar das condições sociais, garantiu que estão disponíveis meios de transporte.
João Baptista Kussumua assegurou estarem criadas as condições necessárias para a acomodação condigna dos repatriados nos centros de acolhimento e para o transporte para as zonas de destino.
As autoridades da RDC, segundo o ministro João Baptista Kussumua, vão comunicar às autoridades angolanas a partida dos refugiados do seu território. A recepção está marcada para a comuna fronteiriça do Luvo.
O ministro da Assistência e Reinserção Social adiantou que, no decurso desta semana, estará em comunicação permanente com o embaixador de Angola na RDC, de modo a que possa apurar mais elementos sobre o processo.
Os dois países, em conjunto com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, assinaram um acordo sobre o repatriamento voluntário de mais de 40 mil refugiados angolanos radicados na RDC.  O ministro da Assistência e Reinserção Social garantiu recentemente que o Executivo angolano está empenhado em criar condições para que os refugiados naquele país possam regressar às suas zonas de origem de forma organizada e em condições de segurança e com dignidade.
As partes envolvidas no processo de repatriamento estiveram reunidas, em Outubro último em Luanda, para analisar aspectos técnicos a serem observados durante o processo de repatriamento. O ministro da Reinserção Social referiu que o Executivo angolano gostaria de ver o processo já encerrado, mas precisa de concertação com os vários intervenientes, nomeadamente o país de asilo e o ACNUR.
De acordo com o ministro, apenas 1.700 dos 43 mil refugiados regressaram ao país. O Governo angolano aprovou, em 2010, um programa de repatriamento voluntário e organizado de cerca de 60 mil refugiados angolanos que pretendem regressar a partir do Botswana, Congo-Brazaville, República Democrática do Congo, Namíbia e da República da Zâmbia.

 

Kayila Silvina |Mbanza Congo

Fonte: Jornal de Angola

Foto: VOA

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