BNA inaugura novo edifício no Lobito

O banco central angolano está a expandir a sua influência sobre o interior do país Fotografia: Jesus Silva
O banco central angolano está a expandir a sua influência sobre o interior do país Fotografia: Jesus Silva

O administrador do Banco Nacional de Angola, Ramos da Cruz, inaugurou na sexta-feira, na cidade do Lobito, o novo edifício daquela instituição financeira que vai contribuir significativamente para ajudar  o governo nos esforços da  industrialização e do desenvolvimento da província de Benguela, em geral, e da cidade do Lobito em particular.
Segundo, o governador Ramos da Cruz, o investimento realizado e o volume de massa monetária em circulação na província de Benguela, justificaram a decisão do BNA em transferir o sistema de levantamentos e depósitos de valores dos bancos comerciais para aquele moderno edifício.
Este facto vai obrigar também os bancos comerciais a alterarem e melhorar alguns dos seus procedimentos. Na delegação regional doo BNA em Benguela, revelou, são hoje efectuados em média, 406.8 Milhões de kwanzas em depósitos e 376.6 Milhões em levantamentos/mês respectivamente.
As obras deste edifício, acrescentou, custaram ao BNA, não incluindo os equipamentos e as máquinas que estão aqui introduzidas, 2, 2 mil milhões de kwanzas. Este edifício vai melhorar a qualidade do trabalho dos nossos colegas e consequentemente melhorar e aprofundar a resposta do BNA na sua relação com os bancos comerciais. Naquele edifício serão implementados vários serviços afectos ao BNA, com particular realce para o centro nacional de formação dos trabalhadores da instituição.
“ Como é do vosso conhecimento o BNA,  enquanto banco central, tem uma função específica e única no contexto da gestão macroeconómica do país, que é o da preservação e a estabilidade do valor da moeda e a estabilidade de preços”, sublinhou.Neste âmbito, salientou, a formação e capacitação dos quadros nas mais variadas áreas específicas e do saber, tais como, supervisão bancária, gestão do meio circulante, contrafacção de notas, estatísticas monetárias e financeiras, balança de pagamentos, mercados de activos, gestão de reservas, sistemas de pagamentos e outros, são uma preocupação permanente do Conselho de Administração.
Considerou, que a rede bancária na província de Benguela, tem crescido significativamente, colocando hoje a província na segunda praça financeira de Angola depois de Luanda, possuindo actualmente 15 bancos em pleno funcionamento e 76 agências representando os bancos de direito angolano como o BPC, BFA, BMA, BAI, BCI, BIC, BANC, BRK, BCA, BESA, BPA, Banco Sol, BNI, BNA e Banco TOTA de Angola.
Ramos da Cruz, deu a conhecer que no cômputo geral do sistema bancário do país, de Dezembro de 2010 à Outubro de 2011 os depósitos da província de Benguela no total do sistema renderam cerca de 19.6 por centos, tendo passado a stock de 6.22 mil milhões de kwanzas para 7.44 cento mil milhões.

Neste mesmo período o crédito cresceu cerca de 64.59, passando de um stock de 11.24 mil milhões para cerca de 18.5 mil milhões, dados que reforçam uma vez mais o sentido e a importância da região de Benguela no contexto do sistema bancário nacional.
A construção do edifício teve início em 1972, não tendo sido finalizada até antes da proclamação da independência nacional. Apresentava um mau estado de conservação e imagem desoladora para o BNA, assim como, para a própria urbe. Em 2006, o BNA viabilizou a  conclusão do edifíco.

 

Fonte: JA

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